Enquanto a maioria das montadoras contabilizam perdas, no Brasil, a Hyundai faz planos ambiciosos para o futuro. A marca, que tinha menos de 3% de participação no mercado nacional, há apenas cinco anos, hoje abocanha uma fatia de mais de 10% e, depois de deixar Toyota, Ford, Renault e Honda para trás, os sul-coreanos querem ir além. Para isso, eles lançam, no final deste ano, seu primeiro utilitário-esportivo (SUV) compacto, o ix25, enquanto preparam uma novidade para o segmento de entrada. Dois modelos estão na pauta da Hyundai: o pequenino Eon, que hoje é produzido pela sua subsidiária indiana, e o Grand i10, que é feito na Índia, na Turquia e em Moçambique.

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Ambos os modelos já são comercializados em mercados latino-americanos, como Argentina, Chile e Colômbia. O plano, agora, é nacionalizar um deles para ganhar terreno entre os populares e disputar a liderança da tabela.

Hoje, temos 201 concessionários que só comercializam os HB20 feitos em Piracicaba, mas, a despeito da crise, vamos aumentar nossa rede para 210 pontos até o final deste ano”, disse o gerente de planejamento de produto da marca, Rodolfo Stopa. “Antes do lançamento das novas versões Turbo, os modelos equipados com motor flexível 1.0 litro 12V, de três cilindros, respondiam por 52% das vendas da linha”.

Stopa não adianta nada sobre o futuro, mas o reposicionamento da gama – que encareceu R$ 8.500,00 desde seu lançamento, em outubro de 2012 – abriu espaço na base da pirâmide e, enquanto o mercado brasileiro amarga um recuo de 26,3%, nos primeiros cinco meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2015, a dupla formada pelo HB20 hatchback e seu irmão sedã (S), comemora alta comercial de 2,6%.

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E esse excelente desempenho encoraja os sul-coreanos a seguirem investindo no país.

O subcompacto Eon é o mais cotado para ganhar cidadania brasileira. Com porte semelhante ao do novo Mobi, ele tem 3,49 metros de comprimento – o Fiat tem 3,56m – e usa a mesmíssima motorização do primo piracicabano, em seu mercado de origem (lá com 65 cv de potência, 15 cv a menos do que aqui). A ideia é posicioná-lo na faixa dos R$ 35 mil – hoje, o HB20 parte de R$ 40.545, mas esse valor deve subir até a chegada do novo popular – e seus concorrentes diretos seriam o Volkswagen Up!, o próprio Mobi e o Renault Kwid, que tem lançamento confirmado para o final deste ano.

Já o Grand i10 é uma versão com distância entre-eixos alongada do i10, com 3,76m, ligeiramente menor que o nosso HB20 (3,90 m), porém mais qualificado que o Eon. Nos mercados europeu e asiático, ele é ofertado com o mesmo propulsor bicombustível do compacto nacional, além de outras opções que incluem uma unidade 1.2 litro 16V movida exclusivamente a gasolina, de quatro cilindros e 87 cv, ofertada no México.

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O maior problema desta dupla é usar uma plataforma (MX) diferente da que serve de base para o compacto brasileiro (PB).

Bom, resta agora esperar por uma definição, mas o certo é que a Hyundai não brinca e serviço e o melhor é a concorrência deixar as barbas de molho.

#Automobilismo #Inovação