As vendas de automóveis de passeio e comerciais leves andam tão ruins que, em um cenário catastrófico como o atual, a alta de 2,8%, registrada no mês passado sobre abril, é motivo de comemoração. Não é à toa que marcas como Chevrolet, Honda e Fiat correram para reajustar suas tabelas, mas os números divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que o setor está longe da recuperação. Só neste ano, a queda acumulada em relação aos cinco primeiros meses de 2015, é de mais de 26% e, se compararmos os números de maio aos de três anos atrás, as perdas ultrapassam os 46%. Sem perspectiva de melhora, o número de concessionárias fechadas, desde o ano passado, pode chegar a quase 2.000, até dezembro.

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Muitas das mais de 1.000 revendas que interromperam suas atividades, em 2015, esperando pelo menos por uma estabilização do setor, devem encerrar seus negócios de vez”, avalia o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. Até mesmo o segmento ‘premium’, que permanecia imune à #Crise, acusou o golpe. “Nosso nicho deve encolher 20%, em 2016”, prevê o presidente da subsidiária brasileira da BWM, Helder Boavida. “A retomada do crescimento só deve acontecer a partir de 2019”.

O segmento de transportes também teve, em maio, um mês para se refazer das perdas. Caminhões e ônibus registraram alta comercial de 0,06%, em relação a abril, mas, no acumulado deste ano, a queda ultrapassa os 34%. Os implementos rodoviários tiveram um crescimento expressivo no mês passado, de quase 14%, estancando a sangria, tendência que não foi acompanhada pelo segmento de duas rodas.

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Motocicletas e ciclomotores tiveram nova queda, desta vez de 7,4%, comparada a abril.

Na disputa entre as marcas, a General Motors mantém a liderança nacional, com uma participação acumulada de 16,5% nos licenciamentos. A GM é seguida por Fiat, que tem uma fatia de 15%, Volkswagen, com 13,4%, Hyundai, com 10%, Toyota, com 8,9%, Ford, com 8,5%, Renault, com 7,1% e Jeep, com 2,8%. O Chevrolet Onix também mantém a ponta, entre os modelos mais vendidos, com uma participação de 18,3% entre populares e compactos. O Ford Ka, terceiro na tabela, assinalou o maior crescimento no período, de 20,3%. Já o recém-lançado Mobi, da Fiat, voltou a decepcionar com pouco mais de 2.400 unidades emplacadas – menos da metade do que o Uno havia vendido, em maio de 2015.

Entre os sedãs médios, nem a queda de 6,8% tirou o Toyota da liderança absoluta. O modelo japonês segue com uma fatia de mais de 46%, seguido de muito longe pelo Civic, da Honda, com participação de 13% neste nicho. Já a briga do utilitários-esportivos (SUVs) segue indefinida: em maio, o atual líder, Honda HR-V viu suas vendas caírem 5,2%, enquanto o vice-líder, Jeep Renegade, viu seus licenciamentos subirem 8,8%.

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O sobe e desce, no entanto, não foi suficiente para inverter as posições. Ford EcoSport e Renault Duster, que lideravam até o ano passado, vão ficando cada vez mais para trás.

Vale ressaltar que, no mês passado, a participação das vendas diretas no balanço, aquelas feitas para frotistas e pessoas jurídicas, cresceu 2,1 pontos percentuais. Ou seja, caso elas voltar para o patamar histórico, neste mês, a tendência é de retração para o fechamento de junho. #Automobilismo #Blasting News Brasil