Como seria um carro de produção em que o projetista mais genial das últimas décadas na Fórmula 1 pudesse usar toda a sua criatividade, sem regulamentos que a restrinjam? Pois a resposta começou a ser dada com a apresentação oficial do AM-RB001. Um modelo que nasce da parceria entre a Aston Martin, tradicional fabricante inglesa de esportivos de luxo, e a equipe Red Bull – mais do que tudo, com o também britânico Adrian Newey, responsável pelas máquinas que levaram Sebastian Vettel a quatro títulos mundiais. E que terá produção limitada a 150 unidades, além de um preço à altura de tanta exclusividade e precisão.

Newey quis linhas que favorecessem ao máximo a eficiência aerodinâmica, fazendo o carro grudar ao solo e provocar o mínimo de arrasto possível.

Publicidade
Publicidade

Na parte inferior da dianteira, há uma asa em fibra de carbono sustentada por dois pilares centrais, tal qual as máquinas da F-1, que canaliza o ar ao longo do chassi. O motor, como convém aos superesportivos dignos do nome (a Aston prefere chamá-lo de hiperesportivo, com boa razão), está atrás do motorista (melhor dizer piloto) e do passageiro: um V12 aspirado com potência estimada em 980 cavalos. Muito mais do que suficientes para empurrar um peso-pena de menos de uma tonelada, outra das obsessões do projetista, que usou e abusou do carbono para manter a meta. Nada de asas ou componentes estéticos, tudo tem função específica e razão de ser.

O desenho ficou à altura das expectativas e do burburinho provocado pela aliança entre a Aston e Newey, que sonhava desde criança projetar um modelo de rua, ainda que com toda a vocação para ir à pista.

Publicidade

Resta saber se a promessa de ser tão ou mais rápido que um F-1 em pistas mais travadas ou na maioria das curvas se confirmará na prática,  mas é difícil duvidar. Como será difícil ter na conta os cerca de 3 milhões de libras (algo em torno dos R$ 13 milhões) pedidos para ter o modelo na garagem. Ainda que seja seu caso, é bom correr para garantir um dos exemplares, e se preparar para esperar, pois o primeiro só sairá da linha de montagem em Gaydon no início de 2018. #Automobilismo