O leitor gostaria de levar um Audi para casa, pelo mesmo preço de um Honda?

Se sua resposta foi sim, a primeira coisa que o amigo deve saber é que, hoje, já é possível fazer essa “troca”. Afinal, o A3 Sedan Attraction 1.4 TFSI parte de R$ 101.190,00 - valor muito próximo do preço de entrada da nova geração do Civic, que chega no final de agosto, com valores acima de R$ 90 mil – há quem diga que a versão turboalimentada, EX-T, partirá de mais de R$ 110 mil. Mas esqueça os sedãs, porque os utilitários-esportivos (SUVs) é que são a bola da vez e se o Q3 é um sonho distante, por R$ 143 mil, o próximo modelo da marca das quatro argolas a ser nacionalizado, o pequenino Q2, pode fazê-lo acordar no paraíso.

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O microSUV já está sendo produzido, na Alemanha, e assim que as coisas melhorarem no mercado nacional, ele ganhará cidadania brasileira.

Nossa ideia era produzi-lo em São José dos Pinhais (PR), mas a crise que o setor enfrenta, no país, acabou adiando nossos planos”, disse o vice-presidente global de compras da Audi, Bernd Martens, durante a apresentação mundial do Q2, em março. “Importá-lo da Alemanha é inviável, já que seu preço ficaria muito próximo do irmão maior, o Q3. Então, vamos esperar as coisas melhorarem para sermos mais competitivos”.

Em termos industriais, a produção nacional do Q2 no Brasil não tem complicações. O microSUV é montado sobre a mesma plataforma (MQB) usada pelo primo A3 Sedan e pelo novo Golf, da Volkswagen – ambos feitos no Paraná. Com 4,19 metros de comprimento, o Audi é 10 cm menor que o HR-V, da Honda, e quase 20 cm menor que o Q3, mantendo a mesma distância entre-eixos de 2,60 m do irmão maior.

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Nesta medida, o Q2 leva apenas 1 cm de desvantagem em relação ao Honda, prometendo a mesma habitabilidade do concorrente japonês.

Motorização

Sob o capô, o microSUV brasileiro trará uma versão ligeiramente mais forte do motor turboalimentado 1.0 litro 12V, de três cilindros, usado pelo Up! – na Europa, o propulsor TFSI fornece 115 cv, mas, por aqui, ele pode receber uns cavalinhos adicionais. A unidade será combinada a um câmbio manual de seis marchas ou à transmissão pré-seletiva S-tronic, com embreagem dupla e sete marchas. Na traseira, o Q2 “made in Brazil” trará suspensão com eixo de torção, mais simples que o sistema four-link usado nas versões alemãs com tração integral Quattro e controle eletrônico de amortecimento (ADC). A tração será apenas dianteira.

Hoje, a versão topo de linha do HR-V – EXL, equipada com transmissão automática (CVT) de variação contínua – sai por R$ 99.200. Já nossa estimativa para o valor de entrada do Q2 Attraction 1.0 TFSI é de R$ 100.320, ou seja, uma diferença mínima de R$ 1.120.

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Além de 70 quilos mais leve, o microSUV da Audi promete melhor desempenho (0 a 100 km/h em 10,7 s e velocidade máxima de 190 km/h), bem como a maior autonomia da categoria – média de consumo urbano próxima de 13 km/l, com uso exclusivo de gasolina, contra 11 km/l do Honda.

Apesar do estilo bem-comportado, o Audi Q2 traz muito conteúdo, com destaque para o Traffic Jam Assist (TJA), o Assistente de Engarrafamentos, que não só movimenta e freia o veículo, durante o anda e para dos congestionamentos, como também esterça o volante – em velocidades abaixo de 65 km/h. O Park Assist, que estaciona sozinho, é outro destaque, assim como o Assistente Ativo de Mudança de Faixa (ALA), que alerta o condutor sobre mudanças involuntárias ou sobre a presença de outro veículo em um ponto cego, esterçando levemente o volante, os faróis com luzes diodo (LEDs) e o painel de instrumentos em película fina (TFT). O porta-malas com capacidade volumétrica de 405 litros – apenas 26 l a menos que o Honda – é outra boa surpresa deste peso-pena.

Se o mercado brasileiro iniciar seu processo de recuperação neste segundo semestre, a nacionalização do Q2 pode ser colocada em prática, no ano que vem, e seu lançamento comercial pode acontecer no segundo trimestre de 2018. #Automobilismo #Inovação