Enquanto algumas marcas investem na faixa de mercado abaixo dos R$ 40 mil, esperando por uma recuperação que teima em não vir, a General Motors mantém a estratégia que lhe rendeu não só a liderança nacional como, de quebra, deu ao Onix o título de “queridinho do Brasil”. A matemática da GM é simples: se, em 2010, os populares e modelos de entrada respondiam por 34% das vendas, hoje sua fatia não chega a 21% e, enquanto a crise econômica não for superada, este é o nicho que mais sentirá seus efeitos. De olho nesta dinâmica, os novos Chevrolet Onix e Prima 2017 chegam mais qualificados, apostando que a classe média seguirá pagando caro para ter um zero-quilômetro na garagem.

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Para manter a clientela e atrair novos compradores, a marca recheou seus compactos e ampliou a gama com uma nova versão aventureira, Activ, que chega por R$ 57.190 como alternativa aos utilitários-esportivos (SUVs), que já estão batendo na casa dos R$ 100 mil.

A linha 2017 chega repleta de novidades, com um desenho à frente de seu tempo, interior mais sofisticado e novidades mecânicas que beneficiam, diretamente, nossos consumidores”, enfatiza o diretor de marketing da subsidiária brasileira, Hermann Mahnke. “Esta evolução da dupla formada por Onix e Prisma chega com a marca da eficiência, pneus de menor resistência à rodagem, freios e rolamentos de baixo atrito que lhe renderam o Selo Verde do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo (Conpet)”, complementa o diretor de engenharia, Emerson Fischler.

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Quem se lembra do lançamento do Onix, há pouco mais de três anos, pode esquecer o passado. Na época, o compacto tinha preços entre R$ 30 mil e R$ 42 mil. Hoje, a versão mais “em conta”, LT 1.0, parte de R$ 44.890 – a antiga versão básica, LS, foi descontinuada. Não há como negar que ela melhorou muito e, agora, traz banco do motorista com ajuste de altura, direção com assistência elétrica (em substituição ao sistema hidráulico), ar-condicionado, travas e vidros elétricos, rádio com leitor MP3, entrada USB e viva-voz Bluetooth, além do sistema OnStar, como itens de série.

Com o propulsor flexível 1.4 litro, de 106 cv (26 cv mais potente que o 1.0 litro), seu preço sobe para R$ 49.590, mas o volante passa a oferecer regulagem de altura e o hatchback ganha sensor de estacionamento. O Prisma 2017, que parte de R$ 53.690, por enquanto só está disponível com esta motorização – sua versão popular, 1.0 litro, manterá o desenho antigo. Um degrau acima, os modelos LTZ (que trazem LEDs funcionais, entre outras exclusividades) têm preços sugeridos de R$ 54.490 e R$ 58.690, na ordem.

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Já a versão Activ 1.4, disponível apenas para o Onix, traz adereços aventureiros, sensor de chuva e câmera de ré – nunca é demais lembrar que freios ABS e duplo airbag são itens obrigatórios e equipam toda a linha.

Antigos seguem em produção

Além do ganho de conteúdo, Onix e Prisma estão mais econômicos, em decorrência de melhorias internas aplicadas nos seus motores, da redução de peso que chega a 33 quilos e também da adoção de um câmbio manual de seis marchas, que substitui o de cinco. Dados referentes à unidade bicombustível 1.4 litro mostram que, no hatchback, este ganho chega a 18% (média urbana de 12,5 km/l, com uso exclusivo de #Gasolina) e, no sedã, a 22% (média de 12,8 km/l).

A dupla também chega com visual renovado, inspirado na segunda geração do Cruze. A reestilização se concentra na dianteira e dá aos compactos um ar mais sofisticado, que reforça seu novo posicionamento de mercado. Por falar nisso, a GM não esquece de quem “lhe deu a mão” e, apesar de não tocar no assunto, durante a apresentação dos modelos 2017, continuará produzindo Onix e Prisma com as carrocerias antigas – o Classic sai de cena ainda neste ano – a exemplo do que Fiat e Volkswagen sempre fizeram. Com a manutenção destas opções de entrada, a marca não descarta uma dupla que, hoje, responde por mais de 60% do seu volume comercial no país. #Automobilismo #Inovação