A #Citroën vive uma situação delicada, no Brasil. O fabricante francês, que chegou a ter 2,6% de participação no mercado nacional, superando as 90 mil unidades, em 2011, viu sua fatia ser reduzida pela metade e, só nos sete primeiros meses deste ano, suas vendas caíram 23% em relação ao mesmo período de 2015. A ideia de posicionar a marca no segmento premium esbarrou na essência de seus próprios produtos, em uma rede de concessionários que está, sempre, em processo de reestruturação e na baixa confiabilidade de seus veículos. Neste cenário, a terceira geração do C3 é a luz no fim do túnel para a montadora, pelo menos por aqui. O novo compacto, que é montado sobre a mesma plataforma do modelo atual, deve ser nacionalizado no segundo semestre de 2017 e tem tudo para colocar a Citroën, novamente, em pé de igualdade com a concorrência.

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O novo C3 tem todos os atributos para dar um impulso à nossa marca. É um compacto confortável e de personalidade, com que pretendermos atrair novos clientes”, afirma a presidente-executiva (CEO) da marca, Linda Jackson, enfatizando que, daqui para frente, esta forte presença pautará todos seus lançamentos – e olhe que os planos são para a renovação completa da linha, até 2023. “É um compacto único, com estilo muito pessoal, que enfatiza a conectividade e mostra para onde nosso futuro aponta”, acrescenta diretor de produto, Xavier Peugeot.

Com linhas inspiradas no irmão maior, o C4 Cactus, a terceira geração está ligeiramente maior – são 3,99 metros de comprimento – e mais larga. Seu estilo de microSUV é reforçado pelos Airbumps, proteções laterais de gosto extremamente duvidoso que seguem a moda aventureira.

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Os motores PureTech, campeões em economia, já estrearam no Brasil com a versão bicombustível 1.2 litro 12V de 90 cv. Ela abre espaço para a chegada da variante mais potente, que terá sistema Start&Stop e pode ir a 125 cv com a flexibilidade, acompanhada de uma nova transmissão automática de seis velocidades.

ConnectedCAM

Uma novidade até agora inédita em sua categoria é a ConnectedCAM, uma câmera panorâmica com 120 graus de cobertura e imagem Full HD, instalada no retrovisor interno, que capta exatamente a visão do motorista. O sistema, que é integrado ao navegador por satélite (GSP) e tem memória interna de 16 GB, permite que o condutor faça fotos e vídeos – com até 20 s de duração – e os compartilhe nas redes sociais. Além disso, em caso de acidente, a ConnectedCAM gera, automaticamente, um vídeo com os 30 s que antecedem a ocorrência e os 60 s que a seguem.

Outras novidades são a central multimedia com tela sensível ao toque de 7 polegadas, espelhamento da tela de smartphones (interfaces MirrorLink, CarPlay e Android Auto) e câMera de ré, além de novos auxílios de conveniência e segurança, como o Hill-Start Assist, que mantém os freios acionados quando se vai arrancar em aclives, os alertas de desvio involuntário de faixa (LDWS), presença de veículos em ponto cego (BSMS) e atenção do condutor (DAA), que recomenda um breve descanso toda vez que o C3 roda por mais de duas horas em velocidades acima de 70 km/h.

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O grande desafio para a subsidiária brasileira será fechar a conta para que a nova geração não chegue nos revendedores com preços proibitivos. Hoje, o C3 parte de R$ 46.490, valor até competitivo quando comparado com versões populares de seu segmento – o Fox Trendline 1.0, por exemplo, parte de escandalosos R$ 45.270, enquanto o novo Onix LT 1.0 não sai por menos de R$ 44.890. As perdas da Citroën são uma evidência de que o brasileiro não é tão inepto quando a marca imaginava e insistir em uma imagem de prestígio, mentirosa por sinal, não parece a melhor estratégia. “Quando você olha os compactos mais vendidos do mercado, eles se parecem muito. Queremos nos destacar, mesmo que por sermos diferentões”, brinca Jackson. Ao que parece, ela sabe muito bem o que diz. #Automóveis #Inovação