A chegada do #Jeep #Compass deve chacoalhar o segmento dos utilitários-esportivos (SUVs). O modelo tem tudo para recuperar a reputação aventureira da classe, que foi deixada em segundo plano com lançamentos de modelos cada vez menores, os chamados miniSUVs, como Honda HR-V e o próprio Renegade, muito focados no uso urbano. Nos últimos anos, a própria indústria colocou valentia e conforto como atributos antagônicos, convencendo os consumidores a abrir mão de capacitação para fazer dinheiro com veículos desenvolvidos para a selva de pedra. Esse tipo de rodeio vem dando resultado até hoje, mas a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) resolveu reacender a chama da bravura para alcançar a liderança de um segmento que, hoje, é a bola da vez no mercado brasileiro.

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O grande trunfo do Compass é que ele oferece uma grande capacitação para uso fora de estrada por preços muito mais competitivos que os de seus concorrentes diretos. Sua versão de entrada, Sport, é equipada com motorização bicombustível 2.0 litros 16V, de 166 cv, e parte de R$ 99.990. Mas o grande destaque da linha é o modelo Longitude Diesel, que parte de R$ 133 mil, equipado com o propulsor Multijet 2, de 170 cv, combinado à transmissão automática de nove velocidade e à tração integral.

Os utilitários-esportivos respondem por 17% das vendas de automóveis de passeio e comerciais leves, no Brasil. Em alguns mercados, essa fatia chega a 25%, o que nos leva a crer que este é um segmento ainda em ascensão”, avalia o diretor comercial da subsidiária brasileira, Sergio Ferreira.

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Nossa estimativa comercial é de 2.000 unidades mensais, mas temos capacidade de produção para mais do que isso, se a procura for maior do que isso”.

Longitude

Com a versão Longitude Diesel, a Jeep quer ressuscitar o conceito original dos SUVs e, com isso, trazer para si clientes que, hoje, estão em marcas como Land Rover, Toyota, Mitsubishi e Volvo, além de Kia, Hyundai e Volkswagen. A crise também deve servir de estímulo para muitos consumidores reduzirem gastos e, em um futuro próximo, também as perdas com a enorme desvalorização de alguns modelos. É o caso do Range Rover Evoque SE, equipado com motor SD4 (turbodiesel de 190 cv) e tração integral, que sai por R$ 244.600 – quase 85% mais caro que o Compass. O mesmo se pode dizer do Toyota SW4, equipado com a motorização TDI de 177 cv: a versão SRX, de cinco lugares, não sai por menos de R$ 229 mil.

Até mesmo o novo Sportage EX, que é equipado com propulsor flexível de 167 cv e tração dianteira, tem preço mais alto que o do Compass, R$ 138 mil.

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Mas não é só o Kia que terá que suar a camisa para manter sua fatia de mercado, afinal o Toyota RAV4 não sai por menos de R$ 133 mil – isso, com motor 2.0 litros 16V de 145 cv e tração dianteira – e o Volkswagen Tiguan 2.0 TSI, com tração integral, não sai por menos de R$ 150 mil. Outro adversário que conta com a força do 4x4, o Mitsubishi Outlander 2.2 DI-D (turbodiesel, de 165 cv) tem preço sugerido de R$ 196 mil. Como o leitor pode ver, o novo Jeep vai provocar uma espécie de dança das cadeiras entre os SUVs.

Se as vendas do Compass chegarem, mesmo, em 2.000 unidades mensais, a Jeep alcançará uma participação de quase 25% entre os utilitários-esportivos. Mas essa fatia pode ser até maior, já que o #Lançamento deve clientes de seus concorrentes diretos, incluindo o atual líder da categoria, o Honda HR-V (que tem preço sugerido de R$ 101.400, na versão topo de linha, EXL) e seu irmão maior, o CR-V (que tem preço sugerido de R$ 148 mil, equipado com motorização flexível e tração integral).

Outra vantagem em que apostamos é a cobertura da rede Jeep que, hoje, soma 191 pontos em todo o país”, lembra o gerente de produto da marca, Alexandre Clemes. “Há apenas dois anos, tínhamos 45 concessionários e isso mostra que nos estruturamos não só industrialmente, mas também comercialmente para ganharmos mais espaço no mercado brasileiro”.