As montadoras vêm perdendo a vergonha e, agora, virou moda lançar modelos descontinuados, lá fora, por aqui. É o caso do “novo” #Tiguan 1.4 FSI, que desembarca no Brasil por R$ 126 mil, quase um ano depois de sua segunda geração ser apresentada, na Europa. O utilitário-esportivo (SUV) traz sob o capô a mesma motorização turboalimentada, de 150 cv, que equipa os primos Golf e Jetta, que é combinada ao câmbio pré-seletivo DSG de seis marchas e à tração dianteira – no modelo 2.0 FSI, que segue no catálogo por R$ 150 mil, a tração é integral. O lançamento não teria nada de estranho se até mesmo em Portugal, onde nossos patrícios são motivo de piada para os brasileiros, o novo modelo não estivesse à venda e, o pior, com mais conteúdo e por preços mais baixos que os praticados agora para este modelo “vencido”.

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A impressão que fica é a de que, para a VW, somos todos uns idiotas – e, talvez, o sejamos mesmo.

Se o “novo” Tiguan já chega aos concessionários no “bico do urubu”, o mesmo não se pode dizer do #Golf 1.0 TSI, que destrona o Fiesta EcoBoost do título de “popular mais caro do mundo”. A nova versão de entrada do modelo estreia por R$ 75 mil, equipada com o mesmo propulsor turboalimentado – 1.0 litro 12V, de apenas três cilindros – do Up! e, por enquanto, apenas com câmbio manual de seis marchas. Para equipar o Golf, a unidade bicombustível ganhou mais força, chegando a 125 cv, 20 cv a mais do que no compacto e 5 cv a mais do que na versão Comforline 1.6, que deve sair de linha.

Assim que ela der lugar ao novo “popular”, o preços do Golf 1.0 TSI deverão ser reajustados em 5%, chegando na faixa dos R$ 78,5 mil.

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Por enquanto, ele aparecem juntos no portfólio. “Estamos mantendo toda a gama de motorizações, inclusive o 1.6 MSI, até porque o lançamento não oferece a opção da transmissão automática”, garante o supervisor de marketing, Joas Fritz. Lá fora, esta opção existe e, pela nossa experiência, sua adoção é mera questão de tempo.

Desempenho e consumo

De acordo com a Volks, o lançamento acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s – o extinto Gol 1.0 16V Turbo precisava de 9,6 s para cumprir a mesma prova – e alcança a velocidade máxima de 194 km/h, um pouco maior que os 184 km/h do modelo antigo. Em termos de eficiência, o presente leva pequena vantagem sobre o passado, mas só no consumo urbano, com média de 11,9 km/l, contra 11,5 km/l do Golzinho turbinado. Já na estrada, a média de 14,3 km/l do Golf 1.0 TSI ficou aquém dos 16,5 km/l prometidos pelo compacto de 2001 – todos os dados declarados com uso exclusivo de gasolina.

Sua lista de conteúdo inclui o de praxe nesta classe, mais sistema multimídia (Composition Media) com tela de 6,5 pol e espelhamento da tela de smartphones, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e sete airbags, incluindo uma bolsa inflável para proteção dos joelhos do motorista. Fritz não revelou uma expectativa comercial para o lançamento: “Quanto lançamos o Up! turbinado, estimamos que sua fatia, no mix, seria de no máximo 20%, mas ela está em quase 50%. Então, vamos esperar uma resposta do consumidor”.

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Completa a linha 2017 a perua Golf Variant com motorização flexível. Trata-se do mesmíssimo propulsor do Tigan do início deste texto, com 150 cv. A exemplo do que aconteceu com o Golf, na sua nacionalização, a involução fica por conta da troca do câmbio DSG por uma transmissão automática convencional de seis velocidades. Quando desembarcou no Brasil, há pouco mais de um ano, a perua custava R$ 87.490 na versão Comfortline, valor que sobe para R$ 101.880, e R$ 95 mil na Highline, valor que vai a R$ 113.290. #Automóveis