John Zimmer, presidente e co-fundador da empresa americana Lyft, concorrente do Uber, afirma que, no futuro próximo, haverá uma revolução no transporte das grandes cidades. Ele afirma que, em 2025, ou seja, daqui a apenas 10 anos, cairá drasticamente o número de pessoas proprietárias de carro. Tal previsão é feita com base nos custos de se manter um veículo particular: na média, um carro comum fica 96% do tempo estacionado e apenas 4% do tempo em uso. Independente da rotina do proprietário, o veículo tem gastos mensais, como seguro, estacionamento, manutenção, combustível e imposto.

De acordo com o empresário, nos EUA, já é notável o desinteresse pela aquisição de carros.

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Os jovens americanos têm 30% menos interesse em comprar um veículo do que os da geração anterior. Também é maior o número de pessoas sem habilitação. Isso se dá pelo fato de que as pessoas concluem ser mais barato viver sem um automóvel.

Início da era dos carros autônomos

A empresa prevê que, em cinco anos, metade de suas corridas sejam feitas em carros autônomos, ou seja, veículos que se dirigem, sem a necessidade de motorista. O Uber, concorrente da Lyft, já está realizando testes em Pittsburgh, com veículos autônomos. A General Motors também está investindo na pesquisa deste tipo de automóvel, com 500 milhões de dólares para o desenvolvimento de carros independentes em troca de 10% das ações da Lyft.

Parece que a previsão de John Zimmer promete ser bem lucrativa para sua empresa, já que, assim, as pessoas utilizariam mais o transporte público ou aplicativos de corrida, como Lyft, Uber, Cabify, entre outros.

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Sem a necessidade de motorista, a margem de lucro seria ainda maior.

Além da mudança financeira na vida dos cidadão, o hábito de utilizar meios alternativos de transporte traria benefícios para a cidade e o meio ambiente. “Veículos que ficam estacionados ocupam os dois lados da rua, por isso boa parte das cidades fica inutilizada”. John ainda ressalta: “retirando esses veículos das ruas, teríamos menos engarrafamento e poluição”. #Economia #Comportamento