Depois de três meses seguidos de alta, o #Mercado brasileiro de #Automóveis voltou a registrar uma forte queda em setembro. Segundo números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os licenciamentos do mês passado mostram perdas de 13% em relação a agosto, e de 19,5%, em relação ao mesmo período de 2015.

No acumulado deste ano, a retração chega a 22,4%. “As restrições de crédito são cada vez maiores e, hoje, de cada dez pedidos de financiamento, apenas de um a três vem sendo aprovados”, pontuou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. “O aumento do desemprego e o comprometimento da renda não devem mudar este cenário, pelo menos em curto prazo. Carros de passeio e comerciais leves devem demorar para se recuperar”, avaliou ele.

Publicidade
Publicidade

Vale citar que, comparados aos números de 2013, ano do recorde histórico nacional, os emplacamentos dos últimos nove meses revelam queda de 44,7%.

Os segmentos de transportes, que reúnem caminhões e ônibus, e duas rodas, que somam motos e ciclomotores, também seguem mergulhados na #Crise, com perdas de 31% e 18%, respectivamente, em relação a 2015.

Se a tendência de setembro for replicada no último trimestre deste ano, o mercado brasileiro fechará 2016 com um volume de 1,85 milhão de unidades e um encolhimento de 25,3% em relação ao ano passado. Isso significaria o retorno aos números de dez anos atrás.

Desculpas não faltam: “A parada na produção da Volkswagen em todas as suas fábricas nacionais, por mais de um mês, impactou diretamente no resultado de setembro", disse Assumpção. De acordo com ele, "os concessionários da marca ficaram sem carros para pronta-entrega”, ponderou.

Publicidade

O que o presidente da Fenabrave não levou em consideração é que, no fechamento de agosto, os estoques nos distribuidores nacionais chegavam a 34 dias de vendas.

No malabarismo dos números, a consultora da federação, Tereza Maria Fernandez Dias da Silva, vê um horizonte positivo, para 2017. “Se compararmos os licenciamentos de cada trimestre deste ano, há uma progressão clara”, sustenta ela.

Realmente, as vendas cresceram 4,5% no segundo trimestre, em relação ao primeiro, e 4,4% no terceiro trimestre, em relação ao segundo. Mas esta é uma tendência do setor que se repete ano após ano e não pode ser entendida como uma reação do mercado. Prova disso é que as perdas de 13% contabilizadas no mês passado, em relação a agosto, ficaram nove pontos percentuais acima da queda registrada no mesmo período de 2015, em relação a 2014.

Por outro lado, o ganho registrado no terceiro trimestre de 2006 – há dez anos – sobre o segundo trimestre daquele mesmo ano foi de quase 13,8%, portanto, quase dez pontos percentuais acima do crescimento verificado agora.

Publicidade

Mais vendidos

Na disputa das marcas, a Chevrolet mantém a ponta com uma participação de 16,8% nos emplacamentos de carros de passeio e comerciais leves. A Fiat, com uma fatia de 15,3%, aparece em segundo lugar, seguida de Volkswagen, com 12,2%. Hyundai, com 10%, Toyota, com 9,1%, Ford, com 8,9%, Renault, com 7,5%, e Honda, com 6,2%.

Se somarmos as comercializações da Jeep na composição das duas principais marcas da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), o grupo ultrapassa a General Motors e sobe à liderança nacional com uma participação combinada de 18,1%.

O Chevrolet Onix segue como o modelo mais vendido do país, com 12.592 unidades licenciadas em setembro. Depois de um período de bons resultados, o trio formado por Fiat Palio, Mobi e Uno teve um desempenho desastroso, no mês passado, com quedas de 41,9%, 15% e 43,7%, respectivamente. Mas foi a chegada da nova – e caríssima – geração do Honda Civic que mais impactou no status quo do mercado, mais especificamente nos sedãs médios. Com alta de 345%, no mês passado, seus concorrentes diretos, que são o Toyota Corolla e o Chevrolet Cruze, viram seus volumes caírem 20,4% e 17%, respectivamente.