Durante 20 anos, engenheiros da General Motors tentaram criar veículos elétricos, incluindo o mal sucedido EV1, assustando diretores. Fracasso após fracasso, finalmente viram que o problema não estava nos custos, mas na incapacidade de verem a demanda deste crescente #Mercado com seriedade. Agora o novo veículo #elétrico Bolt "ocupará" seu lugar nos pátios lotados da GM, também na filial brasileira, primeira aposta de uma série elétrica barata e com maior autonomia.

Enforcados pelo tempo, começam humildes, com projetos mais simples que os da Tesla Motors Inc., lutando por um espaço na diferença pelo preço final. O Bolt e seu perfil "plug-in" já se lança com bateria mais limitada que da concorrência, a somente desenvolver sua potência no futuro, não diminui receio do mercado-alvo à bateria se descarregar rápido.

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A engenheira Pam Fletcher falou ao The Wall Street Journal: “Queremos superar o limite de 320 quilômetros a mostrar que estamos comprometidos em quebrar o código a elevar sua adoção”, próximo dos 344 km do model 3 da Tesla de US$ 35 mil. Para fisgar 70 % de clientes afastados dos existentes hoje, seus limites proíbem concorrência com modelos mais caros, com alcance de até 486 quilômetros. O Bolt compete pelos consumidores de modelos mais simples, com o elétrico Leaf, da Nissan Motor Co. que possui a desvantagem do baixo alcance, até 160 quilômetros com uma carga. Entre elétricos com maior alcance e preços menores, a melhora pífia dos concorrentes após seus respectivos lançamentos segurou a decolagem do segmento — meta de veículos elétricos ao governo Obama. Atingiram apenas 25 % da previsão de 1,5 milhão de carros elétricos no mundo até 2016.

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A diretora-presidente da GM Mary Barra aposta nisto nos EUA, aonde o mercado em crescimento era ignorado até então. Obrigados a superarem atrasos neste nicho de mercado, agora não adianta mais "aguardarem" a resposta do mercado que não abraçaram por décadas. Ignoraram o nicho até 2013, agora o Bolt é fruto do esforço de executivos importantes, engenheiros e profissionais de marketing a buscarem superar as vendas mundiais crescentes da concorrência. O lançamento do Bolt supera concorrentes apenas na agenda, quando a Tesla Motors agendou produzir o Model 3 em 2017 e os entregará em 2018. Nas "grandes" conquistas do Bolt está a tela sensível ao toque do tamanho de um iPad que talvez tenha a capacidade de atualizar seus recursos.

Porém, a maior dificuldade é migrar da maior produção no varejo, quando revendedoras se concentram no berço esplêndido das picapes e utilitários esportivos, com margens elevadas de lucro, custo das revendedoras que a Tesla Motors se poupou desde o início excluindo-as do processo de vendas.

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A magia da diretoria será motivar equipes de vendas na vantagem apenas da entrega mais rápida que a fila do maior concorrente. Somado à questão administrativa, Shaun Del Grande com 100 clientes aguardando o Bolt na Califórnia adiciona a necessidade de especialistas com tempo adicional demonstrarem e entregarem seus veículos elétricos.

Veículos elétricos têm atratividade maior na China devido a amplos incentivos fiscais e outros subsídios, mas vendas nos EUA se limitam, em grande parte, à Califórnia, onde leis relativas à poluição ajudam a fortalecer as vendas. No Brasil,só há benefícios de IPI a pessoas deficientes ou táxis, sequer provisório aos veículos totalmente elétricos, apoio insuficiente às montadoras brasileiras desenvolverem este segmento, atrasando a competitividade brasileira. #CAR