As comemorações de 50 anos do #lamborghini Miura foram encerradas om uma viagem à fazenda de criação de touros na Espanha que empresta seu nome ao #Superesportivo italiano. Um Miura SV, do Museu de Sant'Agata Bolognese, na Itália, e seis Lamborghini Huracán e Aventador viajaram mais de 600 quilômetros de Madrid até Lora del Rio, na Andaluzia, onde fica a famosa fazenda de criação de touros da família Miura, uma das mais antigas e altamente reputadas "ganaderías" na Espanha, fundada há 175 anos. A viagem foi no começo de dezembro, mas revelada agora.

Hoje, a fazenda é dirigida por Eduardo e Antonio Miura, filhos de Don Eduardo, que conheceu Ferruccio Lamborghini em 1966, ano em que o mundo foi apresentado ao mundo o logo que é um dos ícones da história dos carros esportivos.

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As celebrações de 50 anos do Lamborghini Miura foram realizadas em todo o mundo e incluíram participações nos mais prestigiados Concursos de Elegância internacionais, como os de Amelia Island, nos Estados Unidos, Villa d´Este, na Itália, e Goodwood, no Reino Unido, além de um tour realizado na Itália com 20 Miura vindos de todas as partes do planeta.

O Miura

O Lamborghini Miura foi lançado no Salão de Genebra, na Suíça, em 1966. Ele foi o primeiro carro da marca a ter mais de 300 cavalos de potência e o mais veloz de sua época. O modelo era impulsionado por um motor V12 de 3.9 litros instalado a 60º graus, que entrega 350 cv a 7.000 rpm e 37,4 kgf.m de torque a 5.500 rotações por minuto, associado a câmbio manual de cinco velocidades.

Pesando apenas 970 quilos, o Miura tinha relação peso potência de 2,77 quilos/cv.

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Ele foi sexto carro lançado pela Lamborghini, sendo precedido pelo 350 GT, 400 GT, Islero/Islero S, Espada e Jarama/Jarama S. O modelo foi desenvolvido por Gian Paolo Dallara, experiente construtor de chassis para a Fórmula 1, que mais tarde fundou a sua própria marca, a Dallara Automobili.

O começo de tudo

O desenho da carroceria ficou a cargo do estúdio italiano Bertone, com o tamanho do carro sendo inspirado nos modelos de competição. A identidade, porém, era única. Os faróis escamoteáveis que, quando desligados, ficavam rentes à carroceria, chamavam a atenção. Muitos entusiastas de carros consideram que o Lamborghini Miura marcou o surgimento do quem a vem a ser conhecido até hoje como um superesportivo: um carro de alto desempenho com carroceria em formato de cunha, espaço para duas pessoas, motor central-traseiro e uma etiqueta de preço bem alta.

O superesportivo precisava de 7 segundos para ir da inércia aos 100 km/h, uma marca fantástica para a época. Em 1968, foi lançado o Miura P400S, que ganhou 20 cv extras, reduziu o sprint 0-100 para 6,7 segundos e chegou aos 276 km/h de velocidade máxima.

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Em 1971, veio o Miura SuperVeloce, que, graças a modificações nos comandos de válvulas e carburadores modificados, desenvolvia 390 cv a 7.700 rpm e 40,7 mkgf de torque.

As mudanças mecânicas fizeram o Miura SV atingir os 273 km/h de velocidade máxima, depois de ir da inércia aos 100 km/h em 6,5 segundos. O superesportivo teve 813 unidades produzidas de todas as suas versões. O Miura deixou de ser produzido em 1973, substituído pelo Lamborghini Countach.

#Lambrghini Miura