Enquanto a indústria automobilística trabalha para colocar nas ruas os primeiros carros autônomos em um futuro breve, os veículos que andam sem motorista já são uma realidade na mineração há quase uma década. Mas agora fabricante de equipamentos pesados japonesa #Komatsu apresentou um caminhão gigante de quase 9 metros de altura, o equivalente a um prédio de três andares, com capacidade de carga de 230 toneladas.

É o #Innovative Autonomous Haulage Vehicle (Inovador Veículo Autônomo de Transporte, em tradução livre), que começará a ser produzido em curto tempo. A fabricante já iniciou negociações com a Rio Tinto, uma das maiores mineradoras do mundo, para fornecer o veículo para operar no Chile e Canadá.

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O caminhão

O IAHV ttem como principal característica não ter a cabine de motorista, sendo o primeiro da categoria. Ele é um monstro mecânico de 416 toneladas, 15 metros de comprimento e 8,5 metros de largura. O veículo usa rodas de 63 polegadas, com pneus 90/60.

Ele tem motor de 2.737 cavalos de potência (2.700 hp) para ter uma grande capacidade de carga, mas sua velocidade máxima é de 64 km/h. O caminhão gigante opera com a ajuda de um complexo sistema de câmeras, radares e sensores, que mapeiam em tempo real a localização do veículo. É preciso apenas fornecer a ele as coordenadas da rota que irá percorrer. Ele também pode ser controlado remotamente por um homem.

Avanço na mineração

O avanço da condução autônoma no setor da mineração é maior por ter normas mais flexíveis para o uso da tecnologia, além de menores fatores de risco de acidente.

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A própria Komatus já produz, desde 2008, veículos autônomos para o setor, mas o novo Innovative Autonomous Haulage Vehicle é o maior da empresa.

A mineradora Rio Tinto tem atualmente várias máquinas autônomas, com um total de 73 caminhões com essa #Tecnologia, que transportam ferro 24 horas por dia, sete dias por semana. Eles são usados em quatro minas situadas a Noroeste da Austrália, onde as máquinas trabalham em conjunto com as plataformas de perfuração robóticas. Uma estação a quilômetros de distância monitora a operação das máquinas e do serviço executado.

De acordo com a Rio Tinto, a automação reduziu em 15% os custos operacionais. Isso porque as máquinas não têm mudanças de turno, não precisam parar comer, ir ao banheiro e, o melhor de tudo, não se ferem. A empresa prevê que cada vez menos trabalhadores humanos serão necessários no trabalho de mineração.