A grave financeira que atravessa fez a #MV Agusta suspender o desenvolvimento da nova geração da superesportiva F4. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (28), pelo Omnimoto, site italiano especializado em motos. Segundo ele, a fabricante pretende fazer novas demissões e reduzir seu quadro dos atuais 300 funcionários para menos de 200.

A MV Agusta enfrenta dificuldades financeiras há cerca de um ano, quando anunciou prejuízo e a necessidade de acordo com os credores para manter a atividade. Mesmo demonstrando sinais de recuperação após uma tímida reação, a tradicional fabricante italiana não conseguiu por si sair do atual quadro de dificuldades.

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Projeto parado

Ela acaba de assinar um acordo vinculativo com o fundo de investimento internacional russo Black Ocean Group. Mas sem uma real recuperação, a MV Agusta está sem dinheiro para completar a nova F4 1000. A única novidade em relação a essa moto foi o lançamento em março de 2015, na Europa, da edição especial F4 RC, que incorpora as cores da moto de corrida de Leon Camier no Mundial de Superbike.

Em outubro passado, foi apresentada a atualização do modelo, com nova edição limitada de 250 unidades. As únicas mudanças foram novo sistema de escapamento e a atualização das cores. A #MV Agusta F4 RC entrega 212 cavalos de potência no modo Racing, compartilhando o motor de 1.000 cc de quatro cilindros com a irmã F4 RR.

Brasil

Em entrevista para a revista Australian Motorcycle News, o CEO da MV Agusta, Giovanni Castiglioni, admitiu a #Crise Financeira.

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A expectativa era que a nova geração da superbike fosse apresentada no Salão de Milão (EICMA), na Itália, em novembro passado, mas isso não ocorreu, o que frustrou os fãs da marca. Agora, a nova geração não deverá ser apresentada nem em 2017. Castiglioni disse que a prioridade da companhia no momento é o lançamento da nova Brutale 1200.

O executivo admite que a previsão de venda de 9 mil motocicletas em 2017 foi reduzida para cerca de 5 mil. O efeito da queda será que a MV Agusta terá de demitir mais funcionários, disse o CEO. O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, por exemplo, será reduzido de 70 para 40 pessoas. A marca comercializa no Brasil sete modelos de motos, com uma rede de apenas cinco concessionárias. A única no Estado de São Paulo fica em Ribeirão Preto. As outras são em Brasília (DF), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).