A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) deve manter a liderança do #Mercado brasileiro neste ano, é o que apontam os números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), relativos ao período entre os últimos meses de janeiro a novembro. No início deste ano, o Palio perdeu a liderança nacional para o Chevrolet Onix e a marca italiana viu sua participação na tabela cair de 17,7% para 15,4%, mas a Jeep salvou a pátria e, com um crescimento comercial de 47,8%, garante o grupo na primeira posição. Em termos gerais, o setor mostrou uma reação em novembro, com alta de 12% em relação a outubro. Apesar do bom desempenho, os licenciamentos do mês passado ficaram 8,3% abaixo dos emplacamentos do mesmo período, de 2015.

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No acumulado de 2016, carros de passeio e comerciais leves amargam perdas de quase 21%.

Os dois últimos meses são sempre mais aquecidos e já esperávamos uma reação, para novembro”, declarou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. “Também tivemos uma transferência dos licenciamentos, do final de outubro para o início de novembro, em função de um ponto facultativo do funcionalismo público”, acrescentou o executivo, que projeta um volume de dois milhões de unidades para o fechamento deste ano.

Entre os grandes grupos automotivos, a General Motors, que viu sua fatia no bolo crescer de 15,6% para 17,2%, a Aliança Renault e Nissan (Renault-Nissan Alliance), que chegou a 10,6% de participação, a Hyundai, que desbancou a Ford da sua quarta posição cativa, entre as marcas, e hoje tem mais de 10% do mercado nacional, também têm o que comemorar.

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Melhor, só mesmo a Toyota conseguiu, com crescimento nos emplacamentos de 2% nos nove primeiros meses deste ano.

Se, no primeiro trimestre, foram os segmentos de entrada que mais sentiram o peso da #Crise, agora está claro que o colapso das vendas nacionais não poupou ninguém. As prestigiadas Audi (-31,1%, em relação a 2015), BMW (-25,4%) e Mercedes-Benz (-34%) não conseguiram escapar da retração, mesmo com a nacionalização de seus modelos de maior volume. O mesmo aconteceu com a Land Rover, que viu suas comercializações caírem 22,8%. A explicação pode estar nos reajustes de preços, que não foram bem recebidos por quem esperava reduções com a chancela “made in Brazil”.

Onix e Compass

Entre os líderes de vendas, destaque absoluto para o campeão nacional, o Chevrolet Onix, que acumula alta impressionante, de 21,7%, entre janeiro e novembro deste ano. Igualmente destacados, o HB20, da Hyundai, viu seus licenciamentos crescerem 10,2% no período, enquanto o Honda HR-V viu seus emplacamentos subirem 15,2%, na contramão do encolhimento do mercado brasileiro.

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Já Palio, com perdas de 47,2%, e Uno, com queda abissal de 56,3%, além da dupla formada por Siena e Grand Siena, com retração de 43,2%, exibem números preocupantes.

Também merece menção o excelente desempenho do novo Jeep Compass, em seu primeiro período cheio de vendas. Com mais de 2.530 unidades vendidas, ele alcançou uma participação de 10,2%, entre os utilitários-esportivos (SUVs) em novembro, deixando o Ford EcoSport e o Renault Duster para trás, logo na largada. Com uma participação de 23,6%, entre os SUVs, a Jeep também assumiu a liderança da categoria.

Nossa revisão aponta para uma queda de menos de 20%, no fechamento de 2016, sobre o ano passado”, prevê Assumpção Jr. Vale lembrar que, em janeiro, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projetava queda de 7,5% para este ano e, pelo visto, o tombo será três vezes maior do que o estimado. Com a crise, as remessas de lucro das subsidiárias para a matrizes também despencaram, de US$ 271 milhões para US$ 50 milhões – em 2011, este envio chegou a US$ 5,7 bilhões, o equivalente a R$ 19,5 bilhões. #Automóveis