A #Honda apresentou um protótipo de carro capaz de transmitir as emoções do usuário. É o NeuV, revelado no CES 2017 (Consumer Eletronics Show), que começou nesta segunda (5) e vai até quinta-feira (8), em Las Vegas (EUA). O veículo urbano autônomo (anda sem motorista) é equipado com #Inteligência Artificial (AI) chamada de “motor de emoção”, que cria novas possibilidades para a interação humana.

A nova tecnologia foi desenvolvida pela empresa CoCoRo (sigla em inglês de Collective Cognitive Robots), que tem um ambicioso projeto de criar robôs interativos, cognitivos e autônomos. É uma derivação da kokoro, que significa coração em japonês.

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O carro

O Honda NeuV é equipado com uma série de sensores e câmera para identificar as emoções dos usuários e até conversar com ele. O objetivo é que o ser humano e o carro criem uma relação emocional. O veículo faz parte do tema “Cooperative Mobility Ecosystem” (“Ecossistema de Mobilidade Cooperativa”, em tradução livre) que a montadora apresentou no CES, nesta segunda-feira.

A Honda mostra experiências interativas e imersivas projetadas para mostrar um caminho tecnológico futuro em direção a uma experiência de mobilidade redefinida. Elas abordam desde a redução do congestionamento de trânsito até a criação de novos modos de conectividade no carro para demonstrar tecnologias com o potencial de melhorar a vida das pessoas.

A integração entre as pessoas e os veículos é uma área que está recebendo a a atenção e investimentos da indústria automotiva.

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A Mercedes-Benz apresentou um novo farol, que equipará seus carros no futuro próximo, que projeta no chão símbolos de segurança, advertência, de trânsito ou sinais de GPS para aumentar a segurança de trânsito durante a noite.

O projeto

O Honda NeuV faz parte de um projeto maior da CoCoRo, que quer criar robôs capazes de interagir entre si e com os elementos em volta para aprender e transmitir informações. A #Tecnologia de “motor de emoção” também está sendo aplicada para criar veículos subaquáticos autônomos (AUVs, na sigla em inglês) para monitoramento ecológico, pesquisa, manutenção, exploração e colheita de recursos em habitats subaquáticos.

Esses robôs podem definir as tarefas que exercerão sozinhos e também dentro do coletivo. O “motor de emoção” pode permitir que imitem o comportamento uns dos outros e aprendam as reações adequadas às mudanças ambientais. O objetivo final é que coletem dados que ajudem a avaliar a importância da tecnologia no mundo real.