Um estudo científico realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, associa o uso medicinal e legal da #maconha a uma redução de 11% nos acidentes fatais de trânsito. A pesquisa tem como base os dados de acidentes divulgados pela NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), órgão do governo responsável por prevenir e reduzir os acidentes, entre 1985 e 2014, que indicam a morte de 1,2 milhão de mortes entre motoristas, passageiros, ciclistas e pedestres todos os 50 estados norte-americanos.

O estudo foi publicado no “American Journal of Public Health” e leva em conta a influência de outros fatores na redução, entre eles melhor infraestrutura viária, eficiência do sistema de saúde e leis mais severas de trânsito.

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Porém, a pesquisadora Silvia S. Martins, do Departamento de Epidemiologia da Universidade de Columbia, uma das autoras do estudo, observa que um quadro legal favorável à maconha diminui o consumo de álcool e outras #drogas, especialmente em motoristas com idade entre 15 e 44 anos, o que resulta na redução taxa de acidente. Em alguns estados, como na Califórnia, a habilitação para dirigir é permitida a partir dos 15 anos.

Faixas etárias

Curiosamente, em pessoas com mais de 45 anos de idade, faixa em que a maconha medicinal é utilizada mais intensamente, a redução nos acidentes foi de 9%. No outro extremo, a faixa entre os 25 e os 44 anos, acumulou uma redução média de 12%. Silvia Martins acrescenta que nos estados onde o uso da maconha é permitido por lei o número de condutores que dirigem depois de beber também é muito menor.

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O estudo menciona que os efeitos do THC (tetrahidrocanabinol), substância química existente na maconha, sobre o corpo humano produz um efeito menos eufórico que o álcool, cocaína ou LSD. Isso explica em parte o fato de os motoristas sob efeito da maconha dirigirem mais devagar, o que contribui para evitar colisões e mesmo que ocorram, as consequências são menores.

No entanto, os especialistas ressaltam que deve ser proibido o uso antes de dirigir de qualquer substância que altere a percepção. A conclusão é que o estudo não justifica o uso da maconha antes de dirigir, mas que a adaptação dinâmica da legislação ao progresso técnico, médico ou social pode gerar maior bem-estar para a população direta ou indiretamente.

Assista ao vídeo que mostra que dirigir sob efeito de ressaca é tão perigoso quanto alcoolizado (clique aqui para ler a reportagem)

#transito