O #Mercado brasileiro de automóveis fechou a primeira quinzena de 2017 com queda de 6,6%, sobre o mesmo período do ano passado, contrariando as previsões mais otimistas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para alguns modelos e marcas, os resultados destes primeiros 15 dias são até alentadores, mas o mesmo não se pode dizer para outros. Enquanto o Chevrolet Onix, líder nacional, começou com o pé direito e alta de 15,8% nos seus emplacamentos, o vice-líder HB20, da Hyundai, registrou queda de 4,8%. O ex-líder Volkswagen Gol, que fechou 2016 em uma discreta nona posição, voltou a figurar entre os três modelos mais vendidos do país com alta de mais de 31% – nunca é demais lembrar que o Golzinho reinou absoluto durante 27 anos, entre 1987 e 2013 – e uma perspectiva até positiva.

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“Em 2016, tivemos o quarto ano seguido de queda, mas no último trimestre tivemos sinais de retomada”, disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale. “O volume de dezembro, que ficou acima de 200 mil unidades, nos dá confiança para 2017 e há um entendimento de que o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer até 1%”, acrescentou. O problema é que a indústria enxerga um cenário bem diferente do vislumbrado pelos consumidores, que seguem cautelosos. Daí, a oposição de alguns números.

O Toyota Corolla, por exemplo, começa 2017 como o sedã mais vendido do Brasil, à frente do Prisma, da Chevrolet, com um crescimento de 13,3% nos seus licenciamentos. Já o Ford Ka, caiu da terceira para a sexta posição geral, apesar da alta de 7,4% na primeira quinzena deste ano, em relação ao mesmo período de 2016.

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O Prisma, por sua vez, fechou o ano passado na quarta colocação, mas caiu para sexto, nestes primeiros 15 dias, com retração comercial de quase 8%.

Palio e SUVs

Entre os modelos que começaram 2017 com o pé esquerdo, o Palio foi o destaque negativo. O compacto da Fiat, líder nacional em 2014 e 2015, viu suas vendas caírem 59,6% só na primeira quinzena deste ano. Com isso, o hatchback, que fechou o ano passado na sexta posição nacional, aparece agora na 12ª colocação. Seu irmão sedã, o Grand Siena, também patinou. Viu seus licenciamentos caírem 39,5% e, com isso, desceu da 20ª para a 25ª posição – na primeira quinzena de 2016, ele figurava na 14ª colocação.

“A instabilidade política e as restrições de crédito influenciam negativamente investidores e consumidores, que adiam suas decisões em função da baixa confiança no mercado”, avalia Megale. “As vendas financiadas, por exemplo, ficaram no mais baixo patamar de nossa série histórica”, acrescentou o executivo, se referindo ao recuo de 26,3% nas compras a prazo via crédito direto ao consumidor (CDC), consórcio e leasing.

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Os utilitários-esportivos (SUVs) dão novo sinal de enfraquecimento, ao que tudo indica, pela inflação escandalosa que elevou os preços do segmento à estratosfera. Apesar dos aumentos da oferta e da participação dos SUVs no mercado brasileiro, que foi de 14,8% para 17,9%, a categoria fechou o ano passado com queda de 1,2%, em relação a 2015. Pior, os líderes da categoria, que são Honda HR-V e Jeep Renegade tiveram perdas nos primeiros 15 dias deste ano, de -28,6% e -43,7%. Outro Jeep, o recém-lançado Compass, surpreendeu positivamente como o mais vendido do período, com 1.451 unidades emplacadas. #Automóvel #Crise econômica