A empresa automobilística Volkswagen passou por um período turbulento em 2015 devido a fraude do software "dieselgate", que fraudava a taxa de emissão de gases poluentes em automóveis a fim de mascarar a emissão de óxido de nitrogênio dos motores a diesel. Muitos dos veículos fabricados e vendidos em diversos países liberavam taxa acima da permitida por lei.

A adulteração foi projetada para motores a diesel dos carros Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 que são produzidos nos Estados Unidos a diesel. Tal fraude incluiu também automóveis vendido em outros países, e no Brasil somente a Amarok é produzida com o mesmo motor.

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O escândalo resultou em multas bilionárias, onde nos EUA, estima-se que o valor da multa girou em torno de US$ 49 bilhões. Em diversos países onde os automóveis vendidos tinham o dispositivo fraudulento, a montadora também sofreu a penalidade da multa, sem contar os valores investidos no recall feito em todos os automóveis vendidos.

Com toda a turbulência que a empresa sofreu prejuízos financeiros ocorridos nos anos de 2015 e 2016. A despeito dos problemas, a Volks divulgou no dia 10 de janeiro passado ter batido recorde de vendas, tornando-se a campeã do mundo em vendas. Como parte do acordo jurídico referente ao excedente de emissões de gases poluentes, a empresa planeja para reverter o pesadelo.

Ela investirá US$ 2 bilhões em infraestrutura para viabilizar a fabricação de veículos elétricos, com zero emissão de gases, como também programas de conscientização ao longo de uma década.

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A unidade da Volkswagen estadunidense planeja instalar mais de 500 estações de carregamento em todo o país, incluindo mais de 300 estações em 15 áreas metropolitanas, e desenvolver uma rede de alta velocidade e cross-country, composta por mais de 200 estações.

Para completar esta nova fase da montadora, ela expôs no Salão Internacional de Detroit o novo conceito de carro elétrico que deseja lançar no mercado até 2020, o Buzz I.D., um #Automóvel com características semelhantes a tradicional Kombi conhecida no Brasil. Porém, com traços renovados e design futurístico, o qual a campeã mundial de vendas pretende vender 1 milhão de veículos até 2025.

O veículo totalmente elétrico conta com dois motores, um em cada eixo, direção autônoma integrada, bateria com autonomia de 435 quilômetros e velocidade máxima de 160 km/h, limitada eletronicamente.

O novo projeto garante um ganho para a natureza, para montadora, que está engajada em um projeto inovador como este, gerando uma alternativa de mobilidade com zero emissão de poluentes frente aos meios convencionais derivados de petróleo. É também um passo importante para a consolidação do novo conceito de transporte que tais veículos representam. #Inovação #Tecnologia