Depois de um longo e tenebroso inverno, o #Mercado brasileiro de automóveis dá sinais reais de recuperação. Os emplacamentos do setor cresceram 24,7% no mês passado, sobre abril, e 17,2% sobre maio de 2016, de acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A alta expressiva puxou para cima o resultado consolidado dos primeiros cinco meses deste ano e pela primeira vez, desde fevereiro de 2014, a sequência de queda foi quebrada com alta de 2,2% em relação ao mesmo intervalo, do ano passado. Apesar do resultado alentador, as vendas diretas, para pessoas jurídicas e frotistas, seguem crescendo e, hoje, já respondem por 42,1% das comercializações de carros de passeio e comerciais leves – em 2012, sua participação era de 27,3%.

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Na prática, isso significa que os consumidores comuns, as pessoas físicas, estão cada vez mais distantes de um zero-quilômetro.

“O crescimento de 1% do PIB, mesmo que discreto, mostra que a economia inicia uma recuperação, o que dá mais confiança para o consumidor e para os empresários”, avalia o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, que mantém a estimativa de 2,03 milhões de veículos para o fechamento deste ano.

O segmento de transportes, que reúne caminhões e ônibus, também comemora o crescimento de 16,7% no mês passado, em relação a maio de 2016. O resultado também deixou os peso-pesados no azul, com alta de 1,5%, no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano. Motocicletas e ciclomotores também fecharam o mês com ganhos de 22,4% sobre abril, mas no acumulado deste ano o nicho segue no vermelho, com queda de 23,7%.

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Apesar de o agronegócio ter impulsionado o PIB, os implementos rodoviários também seguem com perdas, de 15,1%.

Liderança

Na disputa das marcas, a General Motors mantém a liderança nacional com uma fatia de 17,7%, seguida pela Fiat, com 13,3%, e pela Volkswagen, com 12,7%. A Ford (9,4%) retomou a quarta posição da Hyundai (9,3%) por uma diferença mínima, de pouco mais de 300 unidades. A Toyota (8,9%) fecha a lista das cinco maiores montadoras do país. Já entre os modelos mais vendidos, o Chevrolet #Onix, com alta de 18,2% em maio, amplia sua vantagem na ponta, deixando o HB20 (+13,1%) e o Ka (+40,2%) para trás. O Sandero (+42,3%), da Renault, superou o Gol (+49%) e, agora, aparece na quarta colocação. Palio (-26,9%) e Peugeot 208 (-8,3%) foram os únicos compactos que tiveram queda, no mês passado.

Entre os utilitários-esportivos (SUVs), a briga pela liderança se acirra, com o Jeep Compass (+12,9%, em maio) superando o Honda HR-V (+23,2%) pelo segundo mês consecutivo – hoje, menos de 1.000 unidades ainda garantem a ponta para o HR-V, no acumulado de janeiro a maio.

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Já o Renegade segue perdendo espaço e, mesmo com a alta de 4,5%, sua participação entre os SUVs caiu de 18,7% para 9,9%. Outro modelo que também vê sua fatia encolher é o Duster, que respondia por 8,1% dos licenciamentos da categoria, há um ano e antes da chegada do Captur, e agora responde por 5,8% – aliás, a dupla da Renault tem, somadas suas vendas, a mesma fatia de 8,1%.

O excelente desempenho do mercado, no mês passado, pode ser o tão sonhado momento de inflexão, mas os percentuais de maio não devem se repetir, antes de outubro. É que há uma sazonalidade nas compras dos frotistas e, neste mês, bem como em julho e agosto, sua influência deve ser menor. Apenas para o leitor ter uma ideia, se excluirmos as vendas diretas dos emplacamentos de maio, a alta em relação a abril deixa de ser de 24,7%, ficando em 18,1%, o que ainda caracteriza um ótimo resultado e nos dá um parâmetro mais realista para projeções. Talvez por isso a própria Fenabrave não tenha otimizado sua perspectiva para este ano.

A verdade é que as quatro próximas semanas darão uma noção mais clara do desempenho do setor, permitindo estimativas bastante palpáveis. #Jeep