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O reinado da #Jeep, entre os utilitários-esportivos (SUVs), está perto do fim. A marca, que hoje tem 21,8% de participação neste segmento, no mercado nacional, sofreu o primeiro golpe com a chegada do Creta, da Hyundai, mas é o desembarque do Chevrolet #Equinox, nas próximas semanas, que representa o maior risco para sua liderança. Há seis meses, Compass e Renegade tinham, somados, uma participação de 24,1%, entre os SUVs. Com a escalada do Creta, esta fatia foi reduzida em 2,3 pontos percentuais, mas o Equinox entra na divisão do bolo com requisitos para abocanhar um pedaço generoso. O lançamento da General Motors ainda não foi apresentado, oficialmente, mas a #Chevrolet divulgou, na semana passada, o preço da versão Premier, topo de linha, que por enquanto será a única ofertada: R$ 149.900.

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Nesta configuração, o Equinox vai “bater de frente” com as versões Limited (a partir de R$ 158 mil) e Trailhawk (a partir de R$ 159 mil) do Compass. As vantagens do Chevrolet começam pela motorização turboalimentada (2.0 litros 16V) de 262 cv, muito mais potente que a unidade Multijet (170 cv) do Jeep. A transmissão automática de nove velocidades, até agora exclusiva do Renegade e do Compass, deixa de ser restrita à dupla, já que o Equinox traz o conjunto Hydra-Matic, semelhante – a transmissão usada pelo Jeep é fornecida pela ZF. Ambos os SUVs contam com tração integral, mas o grandalhão da GM é 23 cm maior e desembarca no Brasil com um padrão de acabamento bem superior ao dos Jeep.

A vocação familiar não pode ser descartada em um utilitário-esportivo desta classe e, enquanto o porta-malas do Compass não tem espaço para mais de 410 litros, o do Equinox tem capacidade volumétrica de 892 l ou até 1.804 l, com os encostos traseiros rebatidos.

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Entre os mimos do Chevrolet, destaque para o banco do motorista com ajustes elétricos e memorização, sistema de áudio da grife Bose, partida remota do motor com acionamento da climatização, recarregador wireless, interfaces CarPaly (Apple) e Android Auto para smartphones, faróis Intellibeam com luzes diodo (LEDs), bagageiro com abertura automática, assistentes de permanência na faixa de rolamento (LKA) e estacionamento, além de frenagem automática de emergência.

Se fizer uma comparação mais detalhada, o leitor verá que alguns destes itens não estão disponíveis nem como itens opcionais para o Compass. Pior para o Jeep, o Equinox ainda conta com o exclusivo OnStar, serviço de concierge que dispõe de uma “secretária executiva” on-line, capaz de fazer reservas em restaurantes ou agendar um horário no salão de beleza, entre outras delicadezas. O OnStar também traz funções de navegação, conectividade, emergência e recuperação do veículo, em caso de furto ou roubo.

"Micando"

A perda de liderança entre os SUVs deve deixar a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) [VIDEO] em uma situação ainda mais delicada, no mercado nacional.

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Desde que as vendas dos modelos da marca italiana colapsaram, a Jeep vem segurando as pontas. O sucesso comercial do Compass acabou escondendo a perde de prestígio do Renegade, que viu suas vendas caírem 26,8%, nos primeiros oito meses deste ano, sobre o mesmo intervalo de 2016. Mais do que perder terreno, o ex-queridinho da FCA também vai, aos poucos, “micando”. Hoje, seu valor médio de revenda apresenta um deságio de 15%, em relação à cotação de tabela (Fipe) e a escolha pelo HR-V, da Honda, é inquestionavelmente mais inteligente.

O Equinox vai se somar ao irmão menor, o Tracker que, discretamente, vem se firmando como uma alternativa ao HR-V e à dupla da Jeep. No último ano, o Chevrolet teve ganho comercial de 3,5% e, juntos, eles podem levar a GM a pelo menos dobrar sua participação entre os SUVs. Obviamente, se o lançamento tiver um sucesso estrondoso, a marca pode ampliar sua oferta com uma versão mais em conta. Agora, é esperar para ver!