Até que ponto os alimentos interferem no desenvolvimento psíquico do ser humano? Muitas são as teorias. Vegetarianos defendem o abandono da carne como forma de evolução. Os "carnívoros" combatem a ideia. O falto é que a discussão prossegue sem uma resposta definida.

Espiritualistas como os seguidores de ideologias semelhantes a da Sociedade Ramatis defendem que a ingestão de carne não combina com o desenvolvimento espiritual. Para eles, quanto mais elevada a alma, menos necessidade de ingestão de produtos de origem animal. Como exemplo, citam animais como o touro e outros grandes e fortes representantes da natureza que vivem apenas e folhas.

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Mas nem tudo são flores para os adeptos do vegetarianismo. Especialistas apontam as carências de quem deixa de comer qualquer tipo de carne. Segundo nutricionistas, a falta de carne desfalca a dieta em quatro nutrientes: Ferro, vitamina B12, cálcio e proteínas.

A solução dos vegetarianos para a falta de nutrientes necessários à vida é a ingestão de soja, considerado o único vegetal que supre 100% das necessidades de proteínas. Quanto ao cálcio, o jeito é tomar ao menos quatro copos de leite por dia. Ovos e suprimentos alimentares podem suprir a falta de B12. A ingestão de vitamina C também se faz necessária.

Há vários tipos de vegetarianos. Os que bebem leite ou não, os que concordam em ingerir ovos, os que comem apenas vegetais crus, ou somente frutas etc.

A cada ano, os brasileiros consomem 43 milhões de bois, 40 milhões de porcos, 4,5 bilhões de frangos.

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O produto movimenta uma indústria gigantesca, com milhares de empregos envolvidos.

Viver de prana

A postura mais radical abole qualquer tipo de alimento. Os adeptos da Nova Era dizem ser possível viver apenas da radiação luminosa dos astros. A única fonte e energia para essas pessoas é a luz. Uma das autoras divulgadoras deste processo é a australiana Jasmuheen, autora do livro Viver de Luz, a fonte de alimento para o novo milênio.

A prática tem muitos seguidores em toda a parte. Ganhou nomes como 'Respiracionismo' e 'alimentação prânica'. Trata-se de uma quebra de paradigma científico. Os 'respiracionistas' dizem poder viver meses sem se alimentar. Um novo estilo de vida, fora dos padrões.

O processo inicial dura 21 dias. Na primeira semana, nada de comer ou beber. Um jejum forçado, alimentando-se apenas do que o ar tem a oferecer.

O processo é seguido por dias de ingestão de água, seguido por líquidos e sucos de frutas. Os adeptos da prática dizem que a falta de alimento sólido não os limita.

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Pelo contrário, lhe dão mais forças.

Há quem defenda que este tipo de postura fortalece e energiza a glândula Pineal, que passa a ser a grande mantenedora da vida no corpo, distribuindo energia vital para as suas partes.

Teorias, modernas ou não, indicam que a humanidade tem se preocupado com a manutenção da vida. Alterar os processos de produção de alimentos envolve muitos interesses. A estrutura social pode ser abalada, se considerarmos que a produção de alimentos é um importante segmento de contexto mundial.

As alterações nos hábitos alimentares passam pela evolução psíquica e espiritual da humanidade. Certamente adotaremos novos hábitos, mesmo que alterações profundas sejam promovidas na organização da sociedade. #Curiosidades