A queda imobiliária não é nenhuma surpresa para o mercado e para as pessoas que aguardavam melhores condições de compra e investimento. O que surpreendeu foi o formato que muitas construtoras passaram a usar para “driblar” a crise, pois a mescla de informações, confusas, sobre o mercado e o perfil dos compradores passou a dificultar o bom entendimento da situação e ao invés de acelerar negócios fez com que os compradores pusessem o pé no freio.

Mudanças são necessárias

A alta imobiliária trouxe consequências para a área da construção civil e bons negócios àqueles que tinham seus imóveis parados. Todavia,como era previsto, a economia oscilou, a Copa do Mundo acabou e muitos que obtiveram facilidades nas compras endividaram-se, outros tiveram prejuízos e o mercado imobiliário passou e ainda passa por um período de seca e “racionamento”, assim como a cidade de São Paulo.

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A oscilação da economia respingou no índice de desemprego, custo de vida, transporte e tantas outras coisas que tem feito com que as pessoas saiam de seus bairros e desloquem-se para outros pontos mais estratégicos da cidade (isso sem falar no número de evasão da cidade de São Paulo) visando menor custo e praticidade.

Qual é o foco?

Já não é de hoje que os centros urbanos são redutos dos solteiros e “workaholic”, e são eles o foco dos novos empreendimentos da cidade para saírem da crise. Construtoras como Downtown e incorporadora Vitacon tem seus empreendimentos com 14m2 e 18m2, estes imóveis chegam a valores de 89 mil, sendo comparados em sua metragem a duas kombis, outros utilizam da criatividade e desenvolvem casas e prédios em containers. Seria isso o reflexo da crise e da paisagem cinza de uma cidade cheia de construções inacabadas?

A verticalidade tomou conta dos centros urbanos e a população partiu em busca de maior privacidade e adeptos de uma vida minimalista, vivendo com o necessário em busca de maior qualidade de vida, valorizando o tempo, maiores e melhores oportunidades antes de tendência tornaram-se um fato.

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Já a qualidade de vida é questionada por alguns profissionais da saúde e da própria construção (engenheiros e arquitetos) devido a espaços muito pequenos e nem sempre providos de iluminação e ventilação adequadas para um bem estar físico e psicológico. #Decoração #Inovação