Reza a lenda que a pizza possui origem na Itália e que os habitantes do pitoresco país em forma de bota são os mestres absolutos na preparação da iguaria. Sabe-se, no entanto, que desde o Egito os gregos e até mesmo antes, com os egípcios, já se misturava trigo com água e assava-se a #Massa resultante em tijolos quentes.

É também público que o #tomate, peça fundamental para o molho, tem origem na América e que, os astecas e outros povos foram provavelmente os primeiros a cultivarem o fruto, que só chegou na Europa no século 16 trazido provavelmente pelo espanhol Hernán Cortés.

Sendo assim, é no mínimo bastante controvertida a tese de que os italianos teriam sido os "inventores" da #pizza, talvez de uma parte dela, mas não os criadores.

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Histórias à parte, seja a pizza italiana, seja ela originária Grécia ou do Egito, o fato é que hoje, em pleno século 21, é um prato que, mesmo que não unanimidade, é apreciadíssimo nos mais diversos países do mundo.

Mas seria possível que existisse a pizza perfeita? Será que, mesmo não sendo os criadores desta delícia, os italianos sejam soberanos em seu preparo? Enfim, eis a questão, o que faz uma pizza ser perfeita ou, pelo menos, próxima da perfeição?

O preparo da massa

Basicamente a massa de pizza seria uma conjunção entre farinha de trigo, água, fermento, azeite de oliva extra virgem e sal. Parecem a primeira vista ingredientes normais, mas existem certos segredos que devem ser observados.

Em primeiro lugar, conta muito a qualidade daquilo que se usa, o trigo, o azeite e mesmo o fermento devem ser da melhor qualidade possível.

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Por outro lado, a maioria dos mestres pizzaiolos é unânime em dizer que a fermentação da massa é algo da mais suma e sagrada importância. Eles dizem, inclusive, que uma longa fermentação, entre 24 e 48 horas seria o ideal para garantir a consistência e o sabor.

O molho de tomate

O tradicional molho de tomate italiano para pizza requer tomates que devem ser absolutamente frescos, cebola roxa ou branca azeite extra virgem (da melhor qualidade possível), manjericão e se preciso, água. Os tradicionais chefs observam que não se deve cometer certos pecados, como, por exemplo, adicionar alho, exagerar na cebola, permitir que o molho fique exageradamente denso e por fim, dispor de sal em excesso.

A pele do fruto deve ser retirada. Uma maneira de se fazer isso é que os tomates devem ser postos em água fervente e em seguida (eis um segredo), em água fria com gelo para que a retirada total da pele se torne mais fácil e não se danifique em demasia a polpa.

Recomendam ainda que, jamais, em hipótese alguma, se use o liquidificador para não deixar o molho espumoso ou com coloração distante do tradicional vermelho.

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Caso se possua, também é bastante recomendável utilizar o espremedor de tomate manual ao invés do choque entre água quente e fria.

Lembrando ainda que a cebola deve ter cortes finos para desmanchar no molho, jamais sendo cortada em cubinhos. Deve ser levada ao fogo até exalar um perfume doce, momento em que se mistura o tomate. A água deve ser usada se necessário, para não queimar e, o tempo de cozimento deve ser lento, em fogo médio por pelo menos uma hora.

O recheio

Através da história podemos ainda saber que a mais famosa das pizzas teria sido oferecida por um padeiro de Nápoles a Rainha Margherita. O saboroso disco de massa teria levado ingredientes que imitavam as cores da bandeira italiana (branco, vermelho e verde) e teriam sido o manjericão, a mussarela e o tomate. A rainha teria apreciado tanto o prato que o padeiro batizou sua obra como Margherita.

A despeito de a história ser verdadeira ou não, o fato é que a alma da pizza perfeita se encontra em sua massa e em seu molho, sendo, portanto o recheio, quase que apenas e tão somente construído através das preferências de cada um.

Evidentemente, apesar de ter em mente que essa preciosa parte da pizza se fundamenta em gostos pessoais, precisamos ressaltar que deverá haver equilíbrio, nada muito exagerado, recheios gordurosos demais ou picantes demais, salgados em excesso ou que "desconstruam" a massa com sua umidade. Ingredientes de qualidade obviamente serão muito bem-vindos e tornarão o recheio certamente mais apetecível.

Eis que temos a pizza perfeita, ou pelo menos quase perfeita. Passando pela crocância de uma soberba massa bem feita, pelo molho de tomate e seus segredos e pelo recheio com o toque pessoal de cada um, ressaltando a individualidade e os gostos de todos os países onde tão divino prato é apreciado.