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Para qualquer lugar que se vá, é esmagadoramente visível a construção de casas pelos métodos tradicionais de alicerce, alvenaria e acabamento.

Já quem teve oportunidade de viajar para o estrangeiro nas décadas passadas, pôde perceber como é difundido o uso de contêineres como padrão de morar bem. É uma tendência que começou em países da Europa e no Japão.

Aqui no Brasil, estes caixotes imensos são majoritariamente utilizados como meio de transporte de cargas. No entanto, isso vem mudando. Aos poucos.

O mercado de casas-contêineres vem aumentando nos últimos anos e fez sua estreia em terras brasileiras na década de 2000.

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Entre os motivos para esse incremento está a rapidez da construção; isto é, tirar do papel o que foi planejado e se tornar realidade em pouco espaço de tempo. A praticidade de morar também conta muito, já que muitas pessoas preferem morar em espaços mais reduzidos e feitos sob medida para seu estilo de viver.

Não se pode esquecer que o fator “bolso” influencia, pois é uma alternativa mais barata em comparação com a oferta imobiliária embasada no cimento e no tijolo. Existem aqueles que também pensam na #Sustentabilidade do planeta e moram de acordo com o que pensam, com suas ideias.

Projeto

Um executivo atuante da área de #Habitação de contêineres relata que, geralmente, os materiais empregados são feitos exatamente para atender o projeto em questão. Portanto, cada etapa é planejada e, no final, o quesito “sobra de material” está riscado da lista de desperdícios.

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Melhor então, preocupar-se com isso durante as reuniões de planejamento, porque senão...

A #Inovação das casas-contêineres surgiu quando um grupo de engenheiros da Inglaterra veio para o Brasil com o propósito de usar os caixotes de carga de modo diverso. O modo de ocupar estes espaços com pessoas habitando.

Em média, o processo total - englobando o planejamento até o produto final - leva de dois a três meses; isso é bem mais rápido do que construir uma casa do modo convencional.

O tempo de durabilidade desse tipo de moradia é estimado em 90 anos, desde que haja manutenções básicas para sua conservação.

Como muitos brasileiros tem o “dinheiro curto”, os contêineres revelam-se uma boa alternativa; o orçamento inicial gira em torno de R$ 25 mil. Caso queira saber o preço por metro quadrado, aproximadamente R$ 1.300,00/m2.

A opção fica mais atraente se o futuro proprietário tiver um terreno: o preço do contêiner em si é de R$ 10.500,00. Uma economia que pode chegar até 30% em relação às casas de alvenaria.

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Passo a passo

Mas, antes de fazer o ninho, é preciso que o interessado visite o terreno (caso não possua um) que abrigará seu futuro teto. Se for de seu agrado, providencia-se o descarregamento da casa, ops!, do contêiner na área escolhida para o desenvolvimento do projeto.

Em seguida, deve-se pensar na distribuição dos aposentos da casa, se o contêiner for usado como residência. É necessário prestar atenção em itens como: quantidade de banheiros, metragem dos cômodos e a área útil total.

Versatilidade

Algumas pessoas procuram sofisticar o conceito e decidem inovar, ao fazer um sobrado de estrutura de contêineres. Outros preferem transformá-lo em comércio.

É possível visualizar na Internet, gente que quer vender seu contêiner como se fosse uma operação imobiliária comum. Outros nem pensam nisso, pois acharam o que sempre sonharam e não querem saber de mudar.

Porém, nem tudo é fácil: como todo imóvel, há que se preocupar com a burocracia envolvida. Entre os trâmites, está o pedido para aprovação na Prefeitura que, por sua vez, emitirá o parecer de seus técnicos. Caso seja aprovado, passa-se para a fase do orçamento e, após, fazem-se as obras propriamente ditas: elétrica, hidráulica, serralheria, pintura e acabamento.

Uma vantagem desse tipo de projeto é que os cômodos da casa podem ser montados fora do terreno. Depois é só ajustá-los dentro do contêiner e efetuar os últimos detalhes.