O saber científico é derivado de alguns fatores, entre os quais a curiosidade e a necessidade de obter respostas, ainda que provisórias, acerca de fenômenos, independente de sua natureza, para serem validadas em um campo científico. A ciência é um gerúndio, razão pela qual pesquisadores estão sempre pesquisando. Não à toa, o pesquisador Eduardo Salustiano Jesus dos Santos, doutor em Química Biológica pela UFRJ, empenha-se em pesquisar e desenvolver métodos para o prognóstico do câncer, sobretudo a substância derivada da junção entre duas plantas, entre elas o ipê roxo, tendo sida batizada de LQB-118.

A substância em questão, que não existe na natureza, quando dos testes em laboratório, mostrou-se eficaz no combate a tumores, principalmente, as leucemias, tendo obtido a eficiência necessária, também, em células multirresistentes, às quais não respondem aos tratamentos convencionais.

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Cabe salientar que a incidência dessa categoria de célula é relativamente comum entre os pacientes diagnosticados com câncer. Além disso, a molécula mostrou-se eficaz no combate à leishmaniose cutânea em modelo murino, no tratamento subcutâneo por vias de administração sistêmica, oral e intraperitoneal.

Entretanto, a substância ainda encontra-se na fase de estudos, precedendo, assim, a etapa pré-clínica, com o intuito de verificar a segurança do uso e de sua metabolização, para, aí sim, receber a permissão da ANVISA, de modo a que possa ser circulada no mercado de produtos farmacêuticos.

Para Salustiano de Jesus, apesar da burocracia existente na captação de recursos para o desenvolvimento da pesquisa científica, vive-se em um momento de expansão, com a formação, crescente, de mestres e doutores bolsistas, subsidiados por agências de fomento para as atividades acadêmicas, que têm interesse nesse tema, uma vez que é um campo, por princípio, instigante, sobretudo pelo volume de ocorrências e a inexorável diminuição de casos.

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Por fim, existem novidades para o desenvolvimento do saber acerca do câncer: o conhecimento sobre as funções da imunoterapia contra o câncer, através da percepção das distintas proteínas inscritas em células tumorais, que podem modificar a resposta do sistema imune contra elas, possibilitando, dessa forma, uma alternativa para o tratamento.