O Ministério da Saúde informa que até 2003 foram investidos no sistema público de saúde R$ 27,2 bilhões e até 2014 mais R$ 91,6 bilhões. Valores deveras astronômicos, que não condizem com a realidade vivida pelo povo brasileiro, pois a cada dia vemos hospitais públicos sucateados, pacientes em corredores atendidos em certas ocasiões no chão, ou cenas dantescas nas quais, por não conseguirem o atendimento devido à lotação, pessoas perdem a vida em frente ao hospital. Uma verdadeira tragédia social, presente em um país que possui a intenção de ser uma potência, porém não cuida devidamente da sua população.

Respeito aos profissionais

O Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor da Saúde relata a disparidade entre os salários dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), que recebem entre R$ 1.000,00 a R$ 2.500,00, por cirurgia, enquanto médicos do setor particular recebem até R$ 13.500 dos planos de saúde.

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Nasce dessa divergência na remuneração a insatisfação do profissional do SUS, que além de trabalhar em lugares mais afastados ou na periferia, desenvolve a habilidade de trabalhar com recursos básicos escassos, fora os episódios de violência que são relatados constantemente pelos profissionais instalados em UBS. A solução não está em trazer profissionais de outro país, como por exemplo Cuba. Devem ser criados planos para melhores remunerações e desenvolvimento da saúde pública em escala nacional.

Convênios

Grande parte da população, a classe C, está empregada, principalmente no regime trabalhista CLT. Quem procura um emprego em primeiro lugar deseja um plano de saúde para si e para a família, até o mais simples com direito a enfermaria. Mesmo pagando, em muitos casos, com o desconto no salário, esse profissional enfrenta filas, enfermarias cheias, atendimento deficiente, falta de recursos hospitalares, demora na marcação de exames.

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E a lista prossegue cheia de casos para refletirmos ou, muito mais, para nos envergonharmos.

Absurdo

Recentemente ambulâncias do SAMU e outras estavam ficando retidas ao chegarem aos hospitais, pois dentro os leitos estavam todos ocupados com pacientes e não havia mais macas para novos pacientes. Resultado: as macas da ambulância carregando o paciente não eram devolvidas, as ambulâncias ficavam presas no estacionamento do hospital. Outro absurdo: em um vídeo enviado para uma rede nacional, um homem solicita ajuda na porta de um hospital, sua entrada não é permitida por algum motivo torpe, o homem falece pouco depois.

Vivemos um descaso nacional gravíssimo e não vemos as pessoas saindo às ruas como foi feito para reivindicar R$ 0,30 da passagem de ônibus. Será que estamos valendo menos que isso? #Educação