Durante anos os pais têm vigiado seus bebês no berço com imagens de vídeo. Surge agora uma evolução para este tipo de aparelho. Agora, o berço fica conectado direto. Uma nova geração de dispositivos portáteis promete rastrear os hábitos de sono de seus recém-nascidos e coletar dados. Verifica até a posição do bebê no berço, sua respiração, temperatura, temperatura ambiente e até mesmo, em alguns casos, os níveis sanguíneos de oxigênio e frequência cardíaca.

É um conceito interessante, embora não esteja totalmente claro o que um pai que não é um médico iria fazer com toda essa informação. Mas há um outro problema, a ser resolvido antes que esses novos gadgets tomem o seu lugar ao lado do berço: a primeira geração de dispositivos de berços de alta tecnologia não funcionou muito bem.

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Eu tentei o Mimo, que é um dispositivo de rastreamento de sono que se conecta a uma roupa personalizada que um bebê usa durante o sono. O kit custa em torno de uns $200.

A tecnologia da Mimo inclui um baixo consumo de energia, funcionaria por meio de um dispositivo Bluetooth wireless e a base deve ser conectada dentro do quarto do bebê; tem mais um dispositivo de plástico pequeno (a "tartaruga") que se conecta magneticamente à roupa de um bebê dormindo e que faz a comunicação. O aparelho verifica temperatura da pele, respiração, posição de dormir, o movimento, e se o bebê está acordado ou dormindo. A estação de base proporciona áudio da sala, mas sem vídeo. Mas o seu uso implica certos incômodos para o bebê.

A tartaruga que é presa ao bebê é feita de um plástico duro, é afixada na roupa (geralmente na barriga do bebê), tem cerca de dois centímetros de comprimento e um centímetro e meio de largura.

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Algumas crianças podem se incomodar com isso e simplesmente arrancá-los da roupa. Os ímãs usados para aderir a tartaruga à roupa do bebê são fortes, mas se acaso se soltarem, serão facilmente perdidos.

Para a coleta de informações, os pais instalam um aplicativo gratuito para sistemas operacionais iOS ou Android. Mas a conexão da estação base para o app não é perfeita: trata-se de conectar um cabo incluído em seu telefone e, da estação de base, digitar sua senha Wi-Fi e um código de seis dígitos. Quando o dispositivo está conectado, o monitoramento é interessante, mas inconsistente. Ele usa a respiração para determinar se o bebê está dormindo ou acordado, e você pode configurar o aplicativo para enviar uma notificação para a tela de bloqueio do telefone se o bebê rolar ou se ocorrerem mudanças na respiração ou outras atividades.

Você pode verificar as estatísticas do bebê remotamente e compartilhá-las com outra pessoa, babá ou avós. O aplicativo inclui um registro de comportamento do sono do bebê e temperatura e, eventualmente, pode oferecer insights sobre as vezes que está dormindo e acordando.

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Compara mesmo os padrões de sono do seu bebê com outras crianças. Apesar do aparelho parecer ser prático, ele incorre ainda em vários erros que não o tornam muito eficaz.

Mas será que o uso dessas parafernálias tecnológicas vai dar mais segurança para aos pais em relação aos seus bebês, ou trazer mais estresse? "Se você está querendo que a tecnologia indique um monitor e verifique se seu filho está respirando, isso poderia ser bom para não se levantar no meio da noite", disse o Dr. Kimberly Kopko, co-diretor do Parenting in Context Initiative na Universidade Cornell. "Mas eu não recomendaria um excesso de confiança nele. Realmente não acho que haja qualquer substituição para um bom monitoramento à moda antiga, em particular de uma criança." Ou seja, ainda não inventaram um monitor ou babá melhor do que os olhos e os cuidados dos pais. #Inovação #Família