O café vem demonstrando ser uma bebida milagrosa, por ser benéfico no tratamento de inúmeras doenças graves, como os males de Alzheimer e Parkinson, o AVC, problemas cardíacos e alguns tipos de câncer, conforme asseguram os cientistas. Além disso, a bebida elaborada com a semente das antioxidantes frutinhas vermelhas obteve um resultado, no mínimo prosaico, ao servir para movimentar o motor de uma camionete.

Uma dose de, pelo menos, 200 miligramas de cafeína diária - cerca de duas xícaras de café - aumenta a capacidade das pessoas de se lembrarem do que lhes acontece no curto prazo, garante estudo científico, publicado pela revista Nature Neuroscience.

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Uma pesquisa de 2007 descobriu que beber café pode ajudar as mulheres mentalmente saudáveis a manter a habilidade de recuperar palavras, conforme relatado por Kristen Hallam, em artigo publicado no site da Bloomberg.

Um grande número de indícios positivos está estimulando a pesquisa em laboratórios de produtos farmacêuticos, como o Kyowa Hakko Kirin Co., do Japão, que obteve, no seu país, a aprovação preliminar de um remédio denominado Nouriast. O objetivo é realizar a prevenção e a cura da demência, como está sendo chamado, agora, o Mal de Alzheimer. Contudo, ainda não houve a aprovação fundamental da FDA - Food and Drug Administration, dos Estados Unidos. Há pouco mais de um ano, eles iniciaram outros testes com 600 pacientes norte-americanos e de sete outras nacionalidades.

Além do japonês, diversos outros laboratórios estão se empenhando em obter remédios voltados para o Alzheimer e são unânimes em afirmar: A melhoria da memória com a cafeína parece decorrer da proteção contra a destruição de células do cérebro.

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Bertil Fredholm, um pesquisador e professor sueco que trabalha sobre os efeitos da cafeína há 40 anos, no Karoliska Institute, em Estocolmo, elaborou um relatório, junto com o professor Jiang Fan Chen, neurologista e farmacologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, que aponta, no mínimo, cinco estudos sérios em andamento na área.

Jiang Fan Chen afirma que a cafeína tem um grande benefício para a cognição. Bertil Fredholm revela que um dos desafios, no momento, é conseguir um medicamento com maior efeito contra os sintomas, sem efeitos colaterais.

Mal de Parkinson

Na busca frenética para o controle do Parkinson - uma doença ainda sem cura que prejudica progressivamente o movimento, a coordenação do corpo e da fala -, os desenvolvedores das drogas estão se concentrando no caminho pelo qual a cafeína atinge áreas profundas do cérebro, os chamados gânglios basais, que desempenham um papel fundamental no movimento.

A Kyowa Hakko Kirin não está sozinha nestas pesquisas.

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Diversas empresas europeias, a exemplo da belga UCB SA e da finlandesa Biotie Therapies Oyj of Turku, também possuem pesquisas nos seus estágios finais, assim como a inglesa Vernalis Plc. Existem empresas como a Heptares Theraputics e a Welwyn Garden City trabalhando para conseguir uma cafeína mais limpa e, consequentemente, mais eficaz.

Com este volume de pesquisas sérias, tudo indica que, no futuro próximo, resultados garantidos poderão ser alcançados para consolo da população mundial que está se tornando cada vez mais idosa e sujeita a doenças como Parkinson e Alzheimer. #Terceira Idade