O Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou o uso do canabidiol (CBD) na última quinta-feira (11) por resolução CFM nº 2.113/2014 publicada no Diário Oficial, que veda a prescrição da cannabis in natura para uso medicinal e regulamenta o uso do CBD para portadores de doenças neurológicas com convulsões de difícil controle.

O canabidiol é um medicamento derivado de uma substância o CBD extraído das folhas da maconha - Cannabis sativa - é utilizado há muitos anos no exterior e apresenta resultados positivos nos tratamentos de pacientes com mal de Parkinson entre outras enfermidades neurológicas. Mas há divergências quando aos efeitos que essa substância pode causar aos usuários durante médios e longos períodos e esse tema tem sido muito discutido entre órgãos, profissionais da saúde e pacientes.

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O CBD passou por várias pesquisas e estudos no exterior e no Brasil que afirmam que não causa dependência, vício ou efeitos psicoativos. E apresenta a capacidade de diminuir a atividade química e elétrica do cérebro, controlando os sintomas convulsivos de várias doenças neurológicas.

Mas quando e por quem esse medicamento deve ser prescrito?

A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras. Devem ser prescritos para pacientes com problemas neurológicos, como epilepsia ou convulsões, que já passaram por tratamento convencional e não obtiveram resultados significativos.

Segundo o CFM o uso desse medicamento deve ser restrito à crianças e adolescentes menores de 18 anos. Os médicos devem analisar caso a caso antes de prescrever o medicamento, sendo classificado pela ANVISA como de uso proscrito.

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Para total controle da ANVISA os pacientes devem sempre apresentar prescrição médica e uma série de documentos e o pedido, para que toda a documentação seja analisada criteriosamente segundo o quadro que o paciente apresenta e a necessidade do uso. Esse processo leva, em média, uma semana para ser avaliado pela agência.

Com certeza, o passo dado pelo CFM e ANVISA avança nos estudos e nos tratamentos de vários pacientes brasileiros que não obtiveram grandes resultados com o tratamento tradicional, sendo um ganho significativo para a medicina, com clareza e com conhecimentos científicos deixando pra trás os preconceitos e julgamentos infundados acerca do uso medicinal da maconha. #Hospital