Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os números de infectados pela epidemia do ebola subiram de 6.915 para um total de 18.603 casos, esses dados foram levantados até 14 de dezembro. Entre casos confirmados, prováveis e suspeitos, Serra Leoa registrou 8.356 casos, e 2.085 mortes. Guiné registrou 2.426 casos, e 1.525 mortes provocadas pela doença. Libéria registrou 7.797 casos entre confirmados, prováveis e suspeitos, dos quais 3.290 levaram a mortes.

Países como Espanha, Nigéria e Senegal já se recuperaram da doença. Segundo responsáveis pela resposta na OMS quanto ao ebola, o grande surto da doença em Serra Leoa deve-se a conscientização da própria comunidade no tratamento dos infectados, uma vez que familiares mantém entes queridos infectados por perto e tocam o corpo dos mortos, o que ajuda ainda mais na propagação da doença.

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Outra grande preocupação com a febre hemorrágica do ebola está entre os profissionais da saúde. Até 7 de dezembro, segundo informações da OMS, 349 trabalhadores da saúde dos 639 infectados morreram, uma questão alarmante frente a um vírus mortal, que é considerada a pior epidemia do ebola.

Entendendo a doença ebola

Como pega?

O contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, seja por meio de lágrima, muco, saliva, vômito, suor, sangue, xixi, cocô e sêmen. Não existe contaminação da doença pelo ar. Quando ocorre o contágio, pode levar até 21 dias para que os sintomas apareçam, com isso, só será transmitido o vírus pessoas que já apresentam os sintomas.

Sintomas

Alguns sintomas principais aparecem, como: dor de cabeça, dor de garganta, febre, dor muscular, vômito, diarreia e fraqueza.

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Sintomas graves indicam o estágio avançado da doença, como: erupção cutânea, interrupção do funcionamento dos órgãos, deficiência renal e sangramento interno.

A chegada da morte

Ocorre a morte por conta das hemorragias graves e falência dos órgãos, interrompendo todo o funcionamento de órgãos vitais para a sobrevivência.

Tratamento

Não existem remédios ou tratamentos específicos para o ebola. O que existe é certos cuidados que amenizam os sintomas. Terapias experimentais estão sendo testadas, porém, ainda não passaram por todas as fases.