Dia desses recebi de uma amiga o link de um vídeo cujo conteúdo mostra uma experiência bastante curiosa. Quatro jovens se propuseram a passar um final de semana sem acessar a internet. Não valia nem pelo celular. Veremos o desenrolar depois. Agora, contudo, gostaria de falar sobre um assunto que considero mais importante. Você já pensou no quanto nos tornamos dependentes do celular?

Ao invés de multiplicar informações e o círculo de amizades, tanta tecnologia parece estar desconectando, principalmente, crianças e adolescentes do mundo real. Os garotos citados acima são da 'Geração Y' (que reúne outros 22 milhões de brasileiros nascidos na década de 1980), íntimos de games e da internet.

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Só que agora, vivem quase em transe pelos aparelhos móveis, perderam a vontade de estudar, de brincar na rua... Até o papo com os amigos é intermediado pelas telas. O uso excessivo dessas tecnologias pode estar comprometendo o sono, a relação com os amigos e até o rendimento escolar. Não à toa, especialistas recomendam atenção e cautela.

Alguns números podem ajudar a dimensionar o que foi dito. Ano passado, o acesso móbile mais que dobrou entre os jovens país a fora: saltou de 21% para 53%, entre internautas de 9 a 17 anos, como indica pesquisa TIC Kids (2013). O objetivo era medir tanto o uso e os hábitos digitais desses jovens, em relação às tecnologias de informação e de comunicação.

Agora, traço um paralelo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). O IBGE detectou 97,2% de domicílios avaliados com televisão ano passado - como em 2012.

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Mas, houve crescimento de 8,8% em residências que tinham microcomputadores: 32,196 milhões de casas ou 49,5%. Há dois anos, eram 46,4%. Sem contar que agora passamos mais tempo na internet que na TV: em média, são 3h39 diárias, segundo o Ibope. Os dados também se referem a 2013.

Surpreendentemente, a maioria dos meninos da 'Desconectopia' conseguiu passar pela experiência quase ilesa. Ok, houve uma 'baixa'. "Era eleição e o que passava na TV não me bastava", alegou a garota. Certo, estamos mesmo viciados. De modo geral, a sensação de estar off-line fez o tempo demorar a passar, foi quase impossível suportar. Talvez por isso, alguns 'sem querer' acessaram... Os demais simplesmente se ocuparam de atividades cotidianas e superaram o desafio.

Ouvir músicas, ver vídeos e programação de TV online e falar com amigos, foram algumas das principais queixas dos meninos. A minha dica para driblar tantos estímulos é aprender a usar o seu smartphone. O lance é querer usar, não precisar. Como? Simples, abuse de todos os recursos, desligue as notificações (diz o ditado, o que os olhos não veem...) e abra mão de apps de redes sociais que te 'sugam' o tempo todo. Ah, dispense-o para aproveitar a companhia dos amigos. E seja bem-vindo de volta à vida real! #Educação