Depois de anos de estudos cientistas do 'The Institute of Câncer Research (ICR)', de Londres, e da fundação 'The Royal Marsden NHS' podem ter descoberto um remédio que inibe a célula cancerígena de se dividir. O remédio conhecido como "Pictilisib" atua evitando que célula se alimente. O medicamento ainda não combate todos os tipos de câncer, ele atua principalmente sobre células cancerígenas do ovário, mama, próstata e estômago e age bloqueando proteínas essenciais como a proteína quinase PI 3 na divisão celular e no crescimento dos tumores. A utilização desse medicamento é bem promissora já que apresenta como principais efeitos colaterais náuseas e diarreia.

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Essa notícia veio para fechar com chave de ouro o ano de dois mil e quatorze, porém ainda não se sabe quando esse medicamento vai ser disponibilizado, nem o custo para a população.

Entenda como ocorre o câncer

Como todos já sabem, o nosso corpo é formado por células que se dividem a todo o momento e esse processo de divisão celular passa por várias etapas, nas quais as células se mantêm tanto em atividade metabólica como em períodos de inércia, tudo isso regulado por proteínas.

Durante esse processo, se houver algum dano no DNA, ocorre à interrupção do ciclo para reparar o erro ou então a célula sofre uma morte programada (apoptose). Porém se esse erro passar "despercebido" ocorrerá algum problema na nova célula, como uma mutação devida alterações no funcionamento de genes originando um câncer.

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Porque em alguns casos não têm cura

O nosso cromossomo é formado por partes denominadas: centrômero e braços, nas extremidades superiores dos braços se encontram os telômeros. Os telômeros determinam a vida da célula, a cada ciclo celular os telômeros são progressivamente encurtados e quando atinge seu limite mínimo a célula morre, ou seja, não sofre mais divisões.

Nas células cancerígenas, esse processo é modificado pela atuação de uma enzima, a telomerase, que vai sempre repor os telômeros para não permitir a morte da célula e possibilitar a divisão celular, ou seja, a passagem de informações defeituosas para todo o corpo gerando a neoplasia (câncer).