Pequi é um fruto típico do cerrado. Seu nome vem do Tupi e significa "pele espinhenta". Sua árvore pode atingir até 12 metros de altura. De todos os frutos nativos do cerrado, ele é o mais consumido, o mais comercializado e também estudado em todos os aspectos, seja nutricional, ecológico ou econômico. Pequi ou Suari Nut, é uma fruta bem brasileira, assim como o caju, de cor amarelada, com forte cheiro e sabor incrível. Pode ser comido sozinho ou com outros alimentos: galinhada com pequi, arroz com pequi, licores, entre outros.

Apesar de não haver muitos estudos feito a respeito de suas propriedades naturais, sabemos que ele tem elevado teor de ácidos graxos, que ajuda a diminuir colesterol no sangue.

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Isso significa que menos colesterol se acumula nas paredes das artérias e além de proteger o coração, de derrames, ataques cardíacos e doença cardíaca coronária.

Em um estudo orientado feito com atletas com uma dieta a base de pequi, verificou-se que as inflamações de articulações e músculos pós treino, foram reduzidas devido aos altos níveis de compostos anti-inflamatórios, encontrados no pequi.

Para impotência sexual é um excelente viagra natural, de acordo com a sabedoria popular. Separe 20 sementes de pequi e coloque em uma garrafa de vinho casal de velho, ou de cachaça. Deixe descansar por 15 dias, depois tome 2 colheres de sopa ao dia.

Para asma, coloque 3 a 5 gotas na comida, no almoço e jantar. Já para a visão ele também é bom, pois ao comer pequi e outros alimentos ricos em carotenoides, você pode melhorar sua visão, impedindo a degeneração macular e a catarata, que são causados pelos radicais livres.

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Consumir pequi pode evitar que sua pele mostre defeitos, ele melhora a cicatrização e dá um brilho natural à sua pele. Previne envelhecimento precoce. Tradicionalmente, usa-se o pequi para eczema e lesões cutâneas.

Em um decreto de junho de 1993, o Pequi, juntamente com outras árvores do cerrado foram considerados Patrimônio Ecológico. João Guimarães Rosa, em seu romance Grande Sertão veredas, ele fala sobre o pequi:

"O Garancho se regalava com os pequis, relando devagar nos dentes aquela polpa enjoada. Aceitei não, daquilo não provo: por demais distraído que sou, sempre receei dar nos espinhos, craváveis na língua"

Que pena ainda existe muita gente que não conhece o pequi, mas ao experimentar vai com calma, por debaixo daquela polpa deliciosa, estão escondidos espinhos pequenos, que podem causar uma desordem em sua língua. #Natureza