No dia 05/01/15 foram disponibilizadas pela internet imagens dos ferimentos provocados pelo uso excessivo e de forma equivocada da substância conhecida como hidrogel, que foi aplicada nas pernas da apresentadora Andressa Urach, que está em fase de recuperação após mais de 25 dias internada no Hospital Conceição, em Porto Alegre. Andressa recebeu alta nas vésperas do Natal.

Reféns da #Beleza

Afinal, qual é a imagem da beleza? A mulher alta, loira, olhos azuis? O homem, 1,90, corpo malhado? Cabelos negros? Vivemos em uma era onde a ditadura da beleza é estabelecida por uma mídia agressiva que estabelece que a mulher, para ser bela, tem que ser magra.

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Ou a famosa barriga zero, para que se tirem fotos que são postadas em redes sociais, nas quais o sucesso do seu corpo ou a aceitação são definidos por curtidas ou ¨likes¨. Se você tem muitas curtidas, então você é linda.

Então e quem nasce com o biotipo magro demais ou gordo? Não será aceito? Terá que malhar, trabalhar o corpo, mas ir todos os dias à academia não dá resultados imediatos. Nesse momento surge o perigo de buscar substâncias que na maioria das vezes são proibidas, mas são amplamente utilizadas na busca ou na ilusão da beleza perfeita. Mas que você se certifique não existe a beleza perfeita. Existe a criação de uma imagem desejada pela sociedade moderna, escrava de uma mídia televisiva. E somos escravos dela.

Química mortal

Anabolizantes, próteses de silicones, hidrogel, se usados de forma errada ou se for de má qualidade, podem causar danos irreversíveis ou a própria morte, como vemos o que aconteceu com Andressa.

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A sensação de obter resultados rápidos atrai cada vez mais homens e mulheres. Os perigos são reais e muito bem divulgados pela própria mídia. Um círculo vicioso, a mídia vende a imagem da mulher perfeita a todo o momento e a qualquer custo, e depois enaltece os cuidados das drogas que se utilizam para sermos belos, lindos, perfeitos.

Seres humanos reais

Procuram-se homens e mulheres reais, pessoas que não queiram se transformar em bonecas Barbie ou o boneco Ken, que tenham o seu corpo natural e saibam entender o movimento da vida, que uma ruga ou celulite não elimina a beleza de uma vida inteira. Mulheres e homens reais que vemos no dia a dia atravessando a rua, comprando pão, no mercado, na feira, no shopping, com os corpos normais, com rugas e pele flácida ou não.

Abaixo a ditadura da beleza televisiva, permitam-se admirar a mulher com alguns quilos a mais, com alguma ruga aparente de sua marca deixada em sua existência. Pessoas naturais, corpo e alma, sem químicas.