Anny Beattriz e Anny Gabrielly: esses foram os nomes dados às gêmeas siamesas que precisaram passar por uma cirurgia de emergência para serem separadas. Isso aconteceu em Goiânia, no Hospital Materno Infantil (HMI), local no qual as meninas continuam internadas e respirando por aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.

O procedimento cirúrgico durou mais de 5 horas e foi realizado no dia três de janeiro de 2015. As meninas dividiam o fígado e isso estava fazendo com que o estado de saúde delas piorasse rapidamente. A separação das duas foi a melhor alternativa médica encontrada. Mesmo assim, Zacharias Calil, o cirurgião responsável, informou em entrevista dada ao G1 que as chances das duas sobreviverem é de apenas 1%.

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Além do fígado compartilhado e da união das duas pelo tórax, as irmãs têm problema com a formação de alguns órgãos, o que dificultou ainda mais a cirurgia, que foi muito complicada. De acordo com a equipe médica, uma das gêmeas estava sobrecarregando os órgãos da outra. Além disso, havia um vaso que unia os dois corações e precisou ser rompido e suturado. Como faltou pele para preencher o espaço, os especialistas precisaram usar telas de tecido artificial no local.

Durante a cirurgia, uma das meninas teve uma parada cardíaca, mas o quadro foi revertido pela equipe médica. A possibilidade de uma nova cirurgia precisar ser realizada não é descartada, já que alguns casos apresentam rejeição à tela usada. Para realizar esse procedimento complexo a equipe foi formada por vários especialistas como cardiologistas, nefropediatra, cirurgiões pediátricos, enfermeiros, médicos intensivistas e anestesistas, em um total de 12 profissionais.

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A família das siamesas

O quadro é grave, mas os familiares ainda estão otimistas quanto à recuperação de Anny Gabrielly e Anny Beattriz. A #Família conta que ora pela vida das meninas e confia na melhora e recuperação das duas. Eles já sabiam que elas eram siamesas dois meses antes do nascimento.

Nascidas com oito meses de gravidez, no dia 10 de dezembro, estão desde essa data na UTI Neonatal do HMI. A piora ocorreu no dia 17 de dezembro quando elas tiveram uma grave infecção no pulmão. Ao nascerem, os médicos acreditavam que o coração era apenas um, mas o exame realizado dois dias depois do nascimento revelou que as meninas não dividiam órgãos.