O Ministério da Saúde realizou um estudo que comprova que o número de parceiros sexuais durante a vida aumentou para mais de dez. Os resultados corroboram o aumento do comportamento de risco em que brasileiros se colocam e onde podem contrair a AIDS.

Os resultados avaliados em cinco anos, contudo, demonstram que o quadro permanece estável, porém, a utilização de preservativos com parceiros casuais é considerada baixa. Em 2014, 45% declararam que não usam camisinha com parceiros casuais. Os resultados indicam que novas medidas estratégicas precisam ser adotadas como forma de prevenção, isso não descarta a utilização de preservativos como essencial, apenas que outras ações precisam ser vinculadas para combater a doença.

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Uma das estratégias avaliadas é o uso de antirretrovirais depois que parceiros se expuseram a uma relação de risco, a terapia pós-exposição. O uso de antirretrovirais é atualmente ofertada em centros de referência, e funciona como uma ação preventiva, como se fosse uma pílula do dia seguinte. A medida vem sendo avaliada também para ser utilizada em atendimentos de urgência, uma vez que o tratamento precisa ser iniciado até 72 horas depois da exposição, e esperar um fim de semana todo para que chegue a segunda-feira é perder uma grande chance de iniciar o tratamento.

O estudo do Ministério da Saúde foi apresentado nesta quarta-feira (28) e contou com cerca de 12 mil pessoas com idade entre 15 e 64 anos, a pesquisa já está na sua terceira edição. Durante as entrevistas, a maioria das pessoas disse ter conhecimento dos benefícios que o preservativo traz na prevenção de doenças como a infecção pelo HIV.

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Contudo, comparativamente ao estudo de 2004, o percentual destas afirmativas diminuiu, representando em 2014,  94%, em relação ao ano de 2004, que representou 96,9%.

O problema é alarmante, principalmente por se tratar de um percentual de apenas 55% do uso de preservativos em relações casuais. O problema foi visto mais preocupante diante da pergunta do uso de preservativo na última relação, em que apenas 67% utilizaram a camisinha. 

Este ano a Campanha de Aids para o Carnaval enfatiza a importância do uso da camisinha, a realização do teste e o inicio precoce do uso da medicação. As pessoas possuem conhecimento sobre a doença, porém, não mudam seus comportamentos em relação à prevenção da doença.

Na campanha, um vídeo será exibido, tanto para o público em geral quanto para grupos considerados de maior vulnerabilidade, tendo uma duração de 30 segundos.

A Aids ainda não tem cura, e a prevenção continua sendo a melhor forma de não contrair a doença.