De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, o número de pessoas que têm entre 15 e 24 anos infectadas com o vírus da Aids cresceu 40% desde 2006. A pesquisa ainda revelou que 94% dos brasileiros sabem que camisinha é a melhor forma de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, entretanto  45% dos entrevistados admitiram não usar camisinha. 


A situação é tão séria que boa parte da campanha publicitária do Ministério da Saúde em relação à prevenção de DSTs está voltada para esse público mais jovem este  ano. O governo ainda pretende instalar postos onde é possível realizar exames rápidos que detectam Aids durante o carnaval e outras festas. Atualmente já existem 300 centros de Testagem e Acompanhamento funcionando em diversos municípios. 


No festival de Verão de Salvador, por exemplo,  postos de testagens foram instalados e ao menos  9 pessoas descobriram serem portadores da doença através de testes rápidos.  


A medida dos testes rápidos que detectam infectados com o vírus HIV vem do fato de que ao menos 300 mil pessoas tenham a doença e não saibam disso, o que facilita a disseminação da Aids e impede que os doentes recebam tratamento adequado. Sem o coquetel de drogas que o governo fornece gratuitamente o portador do vírus da Aids não tem muitas chances de sobrevivência. 


Atualmente a doença mata 12 mil pessoas por ano no país, número muito menor do que ocorria na década de 80 quando a Aids praticamente apavorou o mundo iniciando uma caça aos doentes e homossexuais. Desde a sua descoberta, acredita-se que a Aids já tenha matado 30 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil cerca de 500 mil pessoas estão infectadas com o vírus.


Um dos fatores que fazem Aids avançar é que em muitos círculos ainda é vista como a doença dos homossexuais e de mulheres promíscuas, o que leva muitas pessoas a não usarem camisinha. Além do preconceito e da irresponsabilidade o avanço da Aids entre os mais jovens é um sinal de que as aulas e palestras voltadas à educação sexual não estão funcionando. Existe uma necessidade real de uma abordagem mais franca com a respeito à sexo, com discursos mais eloquentes e capazes de conscientizar as pessoas da gravidade da atual situação.