Pesquisadores usam bactérias para converter energia solar em combustível líquido, no que eles chamam de "folha biônica". As folhas têm o poder de converter energia solar em seu próprio combustível através da fotossíntese e, agora, os cientistas podem ter descoberto uma maneira de fazer o mesmo, segundo publicação da Escola de Medicina de Harvard. O novo trabalho inclui uma "folha artificial" que utiliza um catalisador para fazer a luz solar dividir a água em hidrogênio e oxigênio. A técnica também emprega bactérias para converter o dióxido de carbono e hidrogênio em isopropanol, um combustível líquido. A folha é feita a partir de materiais que são relativamente baratos e acessíveis.

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Nesse novo sistema, a "folha" produz oxigênio e hidrogênio. O hidrogênio é então assimilado pela bactéria Ralstonia eutropha, que usa uma enzima para convertê-lo de volta para prótons e elétrons. Este processo cria imediatamente mais células, combinando os prótons e elétrons digeridos com dióxido de carbono.

Em seguida, com base em descobertas feitas anteriormente por Anthony Sinskey, professor de microbiologia e das ciências da saúde e da tecnologia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), novos caminhos na bactéria são metabolicamente desenvolvidos para criar o isopropanol. Segundo os autores, os mesmos princípios podem ser empregados para produzir outras drogas, tais como vitaminas em pequenas quantidades.

Segundo o estudante e coautor do projeto Brendan Colón, a vantagem de intercalar o catalisador inorgânico com a biologia é que se cria uma plataforma para a síntese química, que não existe com um catalisador inorgânico isolado.

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O objetivo dos pesquisadores agora é superar a capacidade da "folha biônica" para converter energia solar em biomassa com uma eficiência de 5%, em comparação à taxa natural de 1% de eficiência. "Estamos perto da taxa de 1% de eficiência. Existem 2,6 bilhões de anos de evolução, e nossa equipe conseguiu reproduzir a taxa em um ano e meio de trabalho", disse Daniel Nocera, autor sênior do projeto.

Os resultados foram publicados em uma edição recente da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. #Natureza #Curiosidades