Quando olhamos aquele copo de refrigerante geladinho, a reação de alguns é logo salivar. Mas, o companheiro ideal para lanches e refeições está com os dias de glória sob suspeita. A cada dia novas pesquisas revelam os malefícios da bebida que já é sinônimo de refrescância em muitas culturas ao redor do mundo.

Um dos itens mais preocupantes na receita do refrigerante é o açúcar de adição, aquele que é adicionado artificialmente aos alimentos. Uma latinha de 355 ml pode conter cerca de 10 colheres de sopa de açúcar. O valor surpreende quando medido e só não é sentido totalmente quando ingerido por causa de outro ingrediente, o acidulante que é responsável por regular e cortar a doçura do liquido.

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Porém, os efeitos estão lá, influenciando nas altas taxas de açúcar no sangue e obrigando o organismo a liberar mais insulina. O fígado, por sua vez, acaba transformando o mesmo açúcar em gordura, uma consequência nada boa.

Com todo esse açúcar, nem o coração fica imune. Uma pesquisa realizada com 43 mil pessoas entre 1988 e 2010 revelou que o consumo de um litro de refrigerante por dia aumente três vezes o risco de desenvolver doenças cardíacas e até sofrer um infarto.

Seguindo a lista de composição encontramos o ácido fosfórico, que tem a capacidade de "roubar" cálcio, magnésio e zinco. Todos esses elementos acabam expelidos pela urina, que é aumentada devido às propriedades diuréticas da bebida. Só para lembrar, o cálcio é vital para os ossos e sua falta resulta no desenvolvimento da osteoporose.

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Falando em acidez, o teor da bebida é tão alto que são necessários 30 copos de água para neutralizar os seus efeitos.

Versão dieta é a mais perigosa

Para quem acredita que a versão diet da bebida é livre dos malefícios do açúcar, a verdade é bem pior. Um estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, em 2011, concluiu que a ingestão de refrigerante diet engorda e, em alguns casos, até mais do que a versão normal da bebida.

A explicação é simples: além da presença do açúcar na quantidade normal, que é parte da receita do refrigerante, a versão dieta recebe uma boa dose de aspartame, um composto que por si só já carrega uma boa dose de perigo. Sua presença no organismo já é atribuída a casos de câncer, lúpus e esclerose múltipla. O aspartame é um composto sintético que quando submetido a uma temperatura superior a 30°C libera o álcool de sua composição convertendo-o em formaldeído e daí para ácido fórmico, um famoso veneno para formigas.

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Um saldo nada positivo

Vendendo uma imagem de saúde, alegria a alto astral, a real identidade do refrigerante vai sendo revelada através pesquisas. Problemas nos rins, retenção hídrica, inchaço nos membros inferiores, comprometimento do trato gastrointestinal, enfraquecimento dos ossos, aumento da pressão arterial, obesidade e até mesmo diabetes e doenças cardíacas, além de outros prejuízos graves à saúde podem ser motivos suficientes para repensar a escolha da bebida.