Com certeza você já deve ter tido essa sensação: alguns segundos para a virada de ano, expectativa, e depois abraços, desejos de um ano próspero, e aí vem aquele déjà vu e você recorda-se da passagem do ano anterior, com uma tal clareza que se pergunta se realmente já se passou um ano que aquilo aconteceu, lembra-se das pessoas com as quais estava, do local, se bobear até da roupa... e aí pensa: O tempo está passando mais rápido ou é impressão minha?

Na verdade, não há nada que comprove cientificamente que o tempo esteja passando mais rápido. Uma hora ainda tem 60 minutos e cada minuto, pasme, ainda tem 60 segundos, então por que essa sensação, sobretudo quando nos tornamos mais velhos?

Muitas são as respostas para esse dilema.

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Primeiramente, a primeira idade é repleta de novidades, assim sendo, cada novo dia traz novas experiências, novas aprendizagens. Devido a isso, as crianças vivem cada dia intensamente. Quando nos tornamos adultos, entretanto, caímos em uma espécie de rotina, que se torna muito mais real quando já casamos, estamos fixos em um emprego ou somos aposentados e temos os filhos criados. Nesse contexto, os dias são como que semelhantes, não trazendo grandes novidades, e, por isso mesmo, não sentimos que eles passam, pois às vezes nada há de importante para nos mostrar que esse tempo realmente passou.

Some-se a isso tudo a questão da correria cotidiana, do uso da tecnologia que, criada para nos dar mais tempo, muitas vezes acaba por fazer o contrário. Em quantas ocasiões você sentou-se em frente a um computador e só levantou-se duas ou três horas depois, sem que tenha feito nada de relevante nele?

Há ainda algo mais a se acrescentar: aquilo que chamamos de acontecimentos marcantes em nossas vidas, como a formatura, o casamento, o nascimento dos filhos, etc.

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À medida que envelhecemos, esses acontecimentos se distanciam cada vez mais de nós, e temos uma sensação de assombramento ao ver que já se passaram 10, 20, 30 anos que nos formamos, nos casamos, etc.

O que podemos fazer para reverter esse sentimento? Acredito que a única forma de, digamos, nos conformar com essa sensação, uma vez que não há como parar o tempo, é estabelecer novos marcos em nossa vida. Há aqueles que fazem uma lista de tudo o que desejam fazer enquanto estão vivos. Talvez você não faça isso, porém é de grande valia fixar objetivos, como por exemplo planejar e viajar para um local específico, fazer um curso ou cursos que sejam interessantes para você, aprender um novo idioma, fazer uma lista de livros que quer ler, escrever um romance, e tantas outras ideias que façam com que você sinta-se vivo e aprecie, realmente V-I-V-A, seus momentos, pois após esses acontecimentos, você poderá dizer: Em 2015 eu viajei para tal cidade, em 2016 eu mergulhei, em 2017 eu fiz um curso de dança de salão, e assim saberá que o ano se passou, porém você o aproveitou.

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No mais, não viva do passado, uma vez que ele já se foi, nem viva de futuro, pois ele ainda virá. Viva o presente, que tem esse nome porque é uma dádiva que está sendo concedida a você, então, usufrua desse presente, estabeleça seus objetivos e viva intensamente. #Curiosidades