Com a proximidade do #Carnaval, campanhas que incentivam a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) tomam ainda mais força. Neste ano, a campanha nacional ressalta a importância da realização dos testes rápidos, disponibilizados nas unidades básicas de saúde, além de dar visibilidade às questões sobre como viver com HIV/Aids.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde no início de dezembro de 2014, a mortalidade pela Aids caiu 13% no país entre 2003 e 2013, passando de 6,4 para 5,7 óbitos por 100.000 habitantes. Entretanto, houve aumento da contaminação do HIV entre os jovens de 15 a 24 anos (de 9,6, em 2004, para 12,7 casos por 100.000 habitantes, em 2013).

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Conforme o estudo, os homens lideram no número de contaminações por Aids e HIV, com taxa de 26,9 por 100.000 habitantes, totalizando 25.560 casos em 2013. No caso das mulheres, o índice foi para 14,1, com quase 14 mil casos naquele ano. 12.431 pessoas morreram em todo o país em função da doença.

Em Carazinho, cidade do interior do Rio Grande do Sul, somente em janeiro deste ano cinco casos já foram diagnosticados, como fala a chefe do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), Luana Saraiva. "Nós tínhamos esse número em um ano. Desta vez, fomos pegos de surpresa com a quantia de casos apenas no primeiro mês de 2015", destaca.

Para que este número não aumente, ações estão programadas durante todo o ano. Na sexta-feira que antecede o carnaval, dia 13, um pedágio será realizado para conscientizar a população quanto a importância do uso da camisinha.

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"Esta é a única maneira de prevenção. Não adianta pensar que nunca vai acontecer conosco, temos que nos prevenir. Mais que isso, realizar o teste rápido, que detecta a sífilis, hepatites e HIV, é sempre importante para que, se for o caso, o tratamento possa ser iniciado rapidamente, sem falar que evita o contágio de novas pessoas", ressalta Luana.

Cerca de 734 mil pessoas vivem com a doença no Brasil. A região Centro-Oeste é a que apresenta menor número de casos (2.922), seguido pelo Norte (4.620), Sul (8.451), Nordeste (8.625) e Sudeste (15.243).

Por Estado, o Rio Grande do Sul apresenta o maior número, com 41,3 casos a cada 100.000 habitantes, seguido pelo Amazonas, com 37,4 casos. Em 2015, as avaliações do Ministério da Saúde serão estendidas para Santa Catarina e Rio de Janeiro, que também apresentam índices elevados.