Quando o tema é proteção solar, a maioria da população é a favor de seu uso, embora uma parte dessas pessoas não tenha o hábito de utilizá-lo. De qualquer modo, utilizando ou não, vê-se que essa maioria acredita que o protetor é capaz de minimizar a intensidade da radiação ultravioleta absorvida pela pele. Ou seja, acredita-se que o protetor poderá reduzir os danos provocados por essa radiação.

Em contrapartida, existe um grupo de pessoas que não são a favor do uso deste cosmético. Dentro deste grupo, há pessoas que acreditam que o uso de protetor solar está atrapalhando a produção de vitamina D, gerando uma série de patologias decorrentes da deficiência da mesma.

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Outras acreditam que uma espécie de filtro químico presente em alguns protetores está intensificando a produção de hormônios femininos, resultando no ganho de peso. Existem ainda, as pessoas que acreditam que os protetores são compostos por substâncias cancerígenas. Logo, vê-se que diferentes causas podem induzir o usuário a classificar o protetor solar como vilão.

Substâncias aliadas à proteção da pele

É fato que a radiação ultravioleta provoca danos principalmente na pele. Assim como é fato que o protetor solar pode nos proteger destes danos. O segredo está em encontrar fórmulas sérias que respeitem nossa saúde e garantam a nossa proteção.

Essas fórmulas devem conter apenas substâncias autorizadas pela ANVISA e com ações capazes de absorver ou refletir parte dos raios UV.

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As substâncias refletoras de radiação UV são conhecidas como filtros físicos. O óxido de zinco e o dióxido de titânio apresentam esta ação. Já as substâncias capazes de absorver parte da radiação UV são chamadas de filtros químicos. Dentre alguns exemplos estão a benzofenona-3, o salicilato de octila, o p-metoxicinamato de octila, o Tinosorb® M e o phycocorail.

Qualquer uma destas substâncias podem ser adicionadas a protetores solares de diferentes formas (géis, cremes, loções, sprays e pós). No entanto, testes realizados indicaram menor eficiência dos protetores em spray quando comparados aos protetores em outras formas de apresentação.

Fatores de proteção

Os fatores de proteção indicam quantas vezes mais, em relação ao tempo, nossa pele está mais protegida do sol do que se estivesse sem proteção. Assim um produto com FPS 30 indica que a pele está 30 vezes mais protegida do sol do que se estivesse sem protetor. Para facilitar a compreensão, considere que um usuário apresente 10 minutos de proteção natural graças a ação da melanina.

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Ao passar um protetor com FPS 30, seu tempo de proteção estende-se para 300 minutos.

O mesmo raciocínio deve ser utilizado com a sigla PPD (persistent pigment darkening). Esta sigla indica o fator de proteção contra a radiação UVA, enquanto a sigla FPS indica o fator de proteção contra a radiação UVB.

A diferença destas radiações está nos seus comprimentos de onda. A radiação UVB age na epiderme, camada superficial da pele, provocando queimaduras solares e induzindo ao câncer de pele. A radiação UVA age na derme, camada abaixo da epiderme, provocando principalmente os danos associados ao envelhecimento cutâneo. #Beleza