Muitos acham que quando chegam à velhice, tudo acabou, entram em uma espécie de depressão e por fim se isolam das pessoas que estão a sua volta. Mas nem todo mundo pensa assim, pois existem pessoas que já passaram dos 70 ou 80 anos e estão firmes e fortes com saúde e alegria, e o mais incrível, fazendo atividades como se fossem ainda jovens.

São pessoas idosas que disseram não à velhice e sim para a vida, que acreditam que ainda podem fazer tudo que gostam, sem se importar com o que os outros pensam.

Seu Antônio Marcolino, da cidade de Taquarituba, interior de São Paulo, nascido em 1913 com idade de 102 anos completados neste começo de ano é um exemplo de saúde e alegria de viver. Sua rotina é acordar todos os dias às 6 horas da manhã, sair no terreiro de sua casa, tratar das poucas galinhas que possui e depois sentar-se no sofá e tomar seu café tranquilamente.

Atualmente, somente um filho mora com ele os outros há muito tempo faleceram. É viúvo desde 1954, ano que ele lembra com saudosismo e sempre conta sobre a morte de Getúlio Vargas. Na época, chegou a comprar um retrato do seu ídolo e  o pendurou na parede, onde o tem até hoje como recordação.

Após tomar café, seu Antônio pega o carrinho de pedreiro, enche com frutas e sai a vender pela vizinhança. Depois das vendas, volta, faz o almoço e vai para o centro pagar suas contas.

E como é devoto de Nossa Senhora, ainda arranja um tempo de viajar sozinho para Aparecida do Norte todo Carnaval. Ele sempre brinca com todos e diz ser dono da metade da cidade, pois ele a viu crescer ao longo dos anos.

Seu Francisco, conhecido por Chicão, por sua estatura que passa dos 2 metros, tem 96 anos de idade e é outro exemplo que a velhice não é barreira para se parar de viver. Trabalha desde os seis anos de idade, primeiro como lavrador e depois mais tarde como mecânico, profissão que ele exerce até hoje. Sozinho, ele consegue tirar um motor de um carro e colocar de volta sem muito esforço.

Ele acorda às 6 da manhã, abre sua oficina e trabalha até as 18 ou 20 horas. Enquanto tiver serviço, ele esta lá. Sempre bem humorado, fala que vai trabalhar até o fim. Ainda bem lúcido, adora contar histórias de que começou trabalhando com os primeiros caminhões Ford modelo T ainda menino, na década de 20, e fala "Fica velho quem quer, eu sou um jovem de 96 anos de idade".

Pessoas como seu Antônio e seu Chicão, e outras pessoas que já passaram dos 80 anos e que continuam ativas, são exemplos de vida, que nos mostram como devemos acreditar que a velhice não é o fim de tudo. #Trabalho #Terceira Idade