O ingresso na faculdade é um momento de muito orgulho e felicidade para alunos e familiares de alunos, porém essa felicidade pode durar muito pouco.

Ao ingressarem na faculdade, os calouros são recebidos pelos veteranos, que humilham e praticam trotes violentos nos novatos.

E para o professor universitário Marco Akerman, o comportamento dos dirigentes das faculdades em relação aos trotes violentos, alegam que esses rituais servem para demonstrar poder, estabelecendo uma hierarquia entre veteranos e calouros.

Esses reitores e diretores muitas vezes não aprovam esse tipo de #Violência, porém preferem resolver internamente, limitando-se a abrir sindicâncias, sem deixar que o mundo lá fora saiba do que acontece dentro da #universidade, pois os trotes geralmente acontecem fora do ambiente universitário.

Publicidade
Publicidade

Porém a cada nova turma que ingressa na faculdade, muitos calouros não estão dispostos a sofrer com trotes violentos e até mesmo os veteranos que já sofreram e ainda sofrem com essas maldades, estão denunciando, pois esses trotes não ocorrem somente no ingresso, mas sim em toda vida estudantil.

Foi criada em 26/11/2014 uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), para apurar denúncias de estupro, racismo, sexismo e trotes violentos nas faculdades.

A criação da CPI foi criada e motivada por depoimentos de alunos feitos em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e vai poder atuar imediatamente. Três outras CPIs também foram criadas anteriormente para apurar esses abusos, porém foram retiradas.

Publicidade

Alunos de medicina da Unicamp relataram abusos sexuais, agressões físicas, ingestão de álcool forçada e cusparada de cerveja na cara. E quando um aluno faz uma denúncia, ele é perseguido e humilhado até mesmo por alguns professores.

Alunos da Esalq de Piracicaba denunciaram agressões, ingestão obrigatória de urina, bebidas alcoólicas com substâncias ilícitas, abusos sexuais, ataque com pesticidas e veneno.

Vários são os relatos de várias universidades públicas, entre as universidades citadas como mais violentas estão: Medicina - USP, Agronomia - ESALQ, Medicina - Unicamp, Medicina - FAMERP, Medicina - PUC, entre outras.

Estudantes de Direito da PUC, Mackenzie e USP, criaram a campanha "Trote livre de opressões". Eles distribuem camisetas e adesivos com informações de como denunciar os casos de trotes violentos.

Para o professor Marco Akerman, as denúncias têm que ser feitas sem repressões, e têm que ser apurados para que não haja injustiça. Se comprovadas as denúncias, tem que haver punições.

Para ele a recepção deve ser acolhedora e não permitir que o trote seja naturalizado, os alunos devem ingressar sem medo e sem represálias por causa do trote.

A USP já disponibilizou em seus folhetos informativos para calouros um disque denúncia. #Educação