A Rússia é o país de maior extensão territorial do mundo e um dos mais frios, com enorme área coberta por gelo. Para amenizar a baixa sensação térmica, o povo russo faz uso de grande quantidade de bebidas alcoólicas. Segundo dados recentes de uma revista médica britânica, aproximadamente um quarto da população masculina do país não chega aos 55 anos de idade. Em grande parte, ocasionado por fatores oriundos do alto consumo de bebidas, o que o organismo já passa a entender muito mais como um vício do que forma de aquecimento.

Cientistas da Universidade Politécnica de Tomsk concluíram recentemente testes com um medicamento que eles prometem ser uma arma contra o alcoolismo.

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As pesquisas, inicialmente, buscavam por algo que aliviasse ataques convulsivos de pessoas que sofrem de epilepsia, mas a similaridade na região de atuação do cérebro fez com que o objetivo tivesse certo desvio.

Testes

De acordo com o chefe da pesquisa, Viktor Filimonov, os testes com ratos foram bem sucedidos. Os animais foram por algum tempo submetidos a ingestão de álcool, até que se tornassem dependentes da substância. Após o uso do medicamento, cerca de 70% apresentou evolução quanto à necessidade de ingerir bebidas alcoólicas, o que comprova o sucesso dos estudos.

O próximo passo é realizar testes de aprimoramento do composto, para que ele possa ser usado também no tratamento contra narcóticos, já que estes afetam o sistema nervoso central da mesma forma que age a epilepsia.

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Efeitos colaterais

Diferentemente de outros medicamentos que já vinham sendo estudados pelo mundo, muitos deles até comercializados, o desenvolvido pela equipe russa vem se mostrando mais estável e provoca efeitos colaterais muito mais reduzidos. A universidade busca agora incentivo do governo para prosseguir com os experimentos e passar ao próximo estágio, que será o teste em humanos e posteriormente, a cura para outros tipos de vícios. Se o sucesso do teste realmente for comprovado, as expectativas do grupo em torno do medicamento são altamente promissoras, já que só o país russo já se mostra um grande mercado para este investimento.