Quem já teve um parente ou amigo que desenvolveu o mal do Alzheimer sabe o quanto a doença pode causar sofrimento não só para o doente, mas para todas as pessoas próximas. A perda gradativa da memória, que acaba culminando na perda total das faculdades mentais, pode ocorrer de maneira mais lenta ou relativamente rápida. Os tratamentos existentes hoje aliviam os sintomas, mas a cura ainda não foi encontrada.

O Alzheimer é geralmente relacionado aos idosos, e com razão, afinal, a grande maioria das pessoas afetadas tem mais de 65 anos. Mas infelizmente os mais jovens não estão imunes, e pessoas a partir dos 30 anos podem começar a desenvolver a doença.

Publicidade
Publicidade

É o caso do militar britânico Chris Graham, que aos 39 anos foi diagnosticado com a doença. O pai de Chris também desenvolveu a enfermidade precocemente e faleceu aos 42 anos. Tony, irmão mais velho de Chris, também foi diagnosticado com a doença e já necessita de cuidados permanentes. Chris é casado e tem um bebê de 07 semanas, que tem 50% de chance de também desenvolver a doença. A família Graham faz parte de um pequeno grupo que desenvolveu uma mutação no gene responsável pelo desenvolvimento do Alzheimer, que atinge menos de 5% dos afetados pela doença. Ao todo, 400 famílias no mundo inteiro têm o diagnóstico precoce de Alzheimer.

A rara mutação genética é conhecida como PSEN-1 e é a mesma que atingiu a personagem de Julianne Moore no filme "`Para Sempre Alice", que estreou nos cinemas brasileiros na última semana.

Publicidade

No filme Julianne mostra o drama de uma renomada professora de linguística, que é diagnosticada com Alzheimer com apenas 50 anos de idade. A atuação no longa rendeu à Julianne o Oscar de melhor atriz pela primeira vez em sua carreira.

Pessoas com diagnóstico precoce podem ser muito importantes nas pesquisas desenvolvidas para tentar minimizar o impacto dessa doença tão devastadora, já que no cérebro delas é possível obter informações sobre o desenvolvimento da doença, antes mesmo dos sintomas começarem a aparecer.

Um dos maiores empecilhos para desenvolver alternativas para o problema é que a doença ainda causa muitas dúvidas e não é totalmente compreendida pela sociedade em geral. Existe uma falsa ideia, vinda do senso comum, que considera o Alzheimer um tipo de demência inevitável na velhice. Os casos de jovens infectados apontam para outra direção demonstrando que é uma doença que precisa ser tratada como todas as outras. Para isso, é necessário dar mais atenção ao problema.

Segundo dados da Organização Britânica de Investigação do Alzheimer para cada cientista que trabalha nas investigações no campo das demências, existem 06 ou 07 atuando no combate ao câncer. Como o tempo é o dos principais inimigos nesses casos, é necessário urgentemente mais investimentos na área para que os descendentes de famílias como as de Chris, possam ter uma vida longa e saudável, sem o medo iminente de desenvolver uma doença tão triste, precocemente. #Terceira Idade