Uma pesquisa feita pela Dra. Nicole Avenida, da Icahn School of Medicina at Mount Sinai e publicada na Plos One, em fevereiro, identificou quais são os alimentos mais e menos viciantes, ou seja, que causam dependência. No topo do ranking dos mais viciantes estão as bolachas, batatas chips, chocolate, sorvete e pizza. E o que eles têm em comum? Todos são ricos em gordura e açúcar, e em excesso fazem mal à saúde. Para Francesco Branca, diretor de nutrição da Organização Mundial de Saúde (OMS), se não for combatido agora, o açúcar pode virar o novo cigarro em relação aos problemas de saúde pública.

De olho no bem estar e no crescimento de casos de obesidade, a OMS quer reduzir o consumo de açúcar de 12 para 6 colheres por dia, ou seja, 5% do valor total de energia.

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Essa redução, não obrigatória, traria diversos benefícios à saúde além de diminuir os problemas como sobrepeso, doenças cardíacas e cáries. Mas além de tentar evitar o uso do açúcar que utilizamos nas receitas caseiras, o maior problema seria identificar a quantidade dos açúcares nos produtos processados ou que não consideramos doces, como é o caso dos molhos, refrigerantes, iogurtes, entre outros.

Uma lata de refrigerante ou uma pequena porção de ketchup, por exemplo, podem conter até 4 colheres de café de açúcar, cerca de 40g, ou seja, 10g a menos do que é recomendado consumir por dia. Sem falar naquele chocolate ou café com leite que você consome após o almoço, que tem de 5 a 7 colheres de açúcar. Com isso, a OMS quer limitar a quantidade de açúcar que está presente nestes produtos alimentícios e propor uma maneira que obrigue os fabricantes a apresentarem uma rotulação dos alimentos citando a quantidade de açúcares ocultos.

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Outra forma de combate ao uso exagerado do açúcar é controlar as publicidades de alimentos com alto teor de açúcar destinado às crianças e também dialogar com as indústrias alimentícias do país sobre o assunto, já que a adição extra de açúcar em nossa dieta é desnecessária. Essas recomendações da OMS servem como um alerta para os riscos atuais e futuros e podem evitar o aumento da porcentagem de diabetes tipo II, obesidade e as outras doenças desencadeadas pela má alimentação e excessos.