O governo do Canadá aprovou conceder uma série de indenizações para as pacientes grávidas dos anos 50, que utilizaram a Talidomida durante a gravidez. Esse medicamento era o mais utilizado pelas pacientes da época como sedativo, anti-inflamatório e hipnótico. A Talidomida esteve no mercado para comércio na Alemanha no ano de 1957, e poucos sabiam sobre o efeito colateral deste medicamento, lembre-se que os farmacêuticos e médicos da época acreditava que o medicamento era seguro o suficiente para ser indicado a mulheres grávidas para combater o enjoo. 

A talidomida nos anos 50 foi comercializado em cerca de 46 países, os EUA foi um dos únicos países que não concedeu alvará de comercialização em seu território, quando em 1959, começaram aparecer os primeiros casos de malformação congênitas, quando as crianças começaram a nascer com focomelia, que é uma anomalia congênita que impede a formação normal dos membros superiores e inferiores (braços e pernas).

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Todos os bebês nascidos com essa formação recebiam o nome pejorativo de "bebês da talidomida" ou "geração da talidomida". No ano de 1962, já caracterizam em torno 10.000 casos em todo mundo, foi a partir daí que o medicamento foi retirado do mercado. 

A ministra canadense de saúde Rona Ambrose declarou "Há mais de 50 anos, a talidomida foi homologada e lamentavelmente causou graves danos permanentes, como físicos e emocionais, á mães, filhos e famílias canadenses". De acordo com a mídia canadense, cada vítima da talidomida será indenizado no valor global livre de impostos no valor de 100 mil dólares, para cobrir assistência médica de emergência. Esse valor será liberado pelo governo canadense, que ressaltou em liberar 168 milhões de dólares a longo prazo para os sobreviventes.

As primeiras vitimas indenizadas pelo governo canadense, foram concedidas em 1991, o objetivo principal de acordo com a ministra saúde é que "o governo acredita que tem obrigação moral e ética de ajudar os sobreviventes desta tragédia", o medicamento continuou sendo prescrito no Canadá, até agosto de 1962.

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Dados mostram que a talidomida deixou cerca de 20 mil vítimas em todo o mundo, muitos deles com membros colados no tronco.  #Opinião