A vacina contra o vírus #Ebola, chamada VSV-Ebov, foi desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá. Cerca de 9,8 mil pessoas vieram a óbito em agosto do ano passado, naquela que é considerada uma das piores epidemias do vírus, declarada urgência de saúde pública. Os principais atingidos estão localizados em Serra Leoa, Libéria e na Guiné-Conacri.

Os testes clínicos da vacina serão supervisionados pelo Ministério da Saúde guineense, pelo Epicentro, pela organização Médicos Sem Fronteiras, pela Organização Mundial da Saúde e pelo Instituto Público Norueguês.

De acordo com pronunciamento da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, se a vacina realmente for eficaz contra o vírus, será um grande passo para o controle da epidemia e para a prevenção do vírus, uma vez que novos casos estão voltando a ocorrer.

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A primeira região que receberá a vacina será a da Baixa Guiné, que hoje conta com o maior número de pessoas com a doença. De acordo com a sub-diretora da OMS, Paule Kieny, o recuo do ebola não pode ser visto como algo que foi eliminado, ele precisa ser controlado, só assim todos os casos serão acompanhados e excluídos da população.

Desde setembro de 2014, duas vacinas já foram testadas contra o ebola em quinze países da Europa, América do Norte e África. A primeira, chamada de VSV-Ebov, recebeu o nome do laboratório NewLink Genetics, antes dessa empresa e da Merck terem anunciado a participação, no dia 24 de novembro de 2014.

A segunda vacina testada e a mais avançada é a GSK (GlaxoSmithKline-Bio), sendo intitulada ChAd3-Zebov. Institutos dos Estados Unidos, que realizam estudos na área da saúde, colaboraram na fabricação da vacina.

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Cinquenta e um novos casos foram confirmados e divulgados pela OMS nesta quarta-feira (4), na Guiné-Conacri. A informação aponta um aumento no número de casos, já que na semana passada foram registradas 35 pessoas com a doença. O balanço feito até o momento é de que 2.129 pessoas já morreram em decorrência do vírus e 3.219 casos do ebola foram diagnosticados. #Viral